sábado, 7 de novembro de 2015

o retratista

Marlene Dietrich, Marcel Duchamp, W.H. Auden, Igor Stravinsky, Truman Capote, Pablo Picasso, Miles Davies, Ingmar Bergman, Al Pacino, Madonna, John Kennedy, Martin Scorsese, Salvador Dalí, Alfred Hitchcock, Simon de Beauvoir, Duke Ellington, Rudolf Nureyev, Albert Camus, Christian Dior, Edith Piaf, Jessye Norman, Woody Allen, Groucho Marx, Kate Moss, Gisele Bündchen...
Essas são algumas das centenas de celebridades que o fotógrafo norte-americano Irving Penn eternizou em seus belíssimos retratos em branco e preto.
Falecido numa manhã de 7 de outubro de 2009, aos 92 anos, Penn atravessou décadas significativas do século passado e começo destes 2000, registrando personalidades do mundo artístico e político, deixando em sua galeria parte da história em cada expressão que ele tão bem captou.
O seu trabalho na revista Vogue vai muito além do que erroneamente possa definir como fotógrafo de moda. Irving Penn pintou o tempo e a alma da moda.
Poucos usaram tão bem o fundo cinza em um estúdio. Penn colocava suas figuras humanas em uma composição de cenários em ângulo reto, e formava um canto forte, uma projeção aguda, e assim trazia um senso de drama sem precedentes para seus retratos, dirigindo o foco de quem olha sobre a pessoa e sua expressão.
Fora dos estúdios, Irving Penn fotografou os campos da Segunda Guerra, os índios da Nova Guiné, as comunidades hippies dos anos 60, sempre compondo os recortes do olhar com a profundidade da simplicidade, elegância e minimalismo.
Penn desenhava o grafismo da alma.

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