quinta-feira, 19 de novembro de 2015

nunca houve Gilda como Rita

“Os homens apaixonavam-se por Gilda, mas acordavam comigo”.
Com uma ponta de angústia, Rita Hayworth repetia essa frase em algumas entrevistas. Mesmo com outras boas interpretações, a atriz viveu sua carreira imortalizada pela personagem do filme de Charles Vidor, um drama noir com enredo um tanto ousado para os padrões sociais de 1946.

Ambientado na Argentina, a história envolve um garbo vigarista, papel do ótimo Glenn Ford, que tem amizade sem escrúpulos com o dono de um clube noturno onde trabalha, na verdade um cassino às escondidas. Tudo se torna mais complicado quando seu amigo-patrão aparece de caso com seu antigo e mal resolvido amor: Gilda.
O furor sexual que Rita Hayworth deu a sua personagem passa muito longe da vulgaridade. Gestos, olhares, esbelteza e sensualidade como pouco se viu no cinema. É clássica a cena em que Gilda faz um voluptuoso strip-tease despindo apenas o longo par de luvas...

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