sexta-feira, 5 de junho de 2015

detalhes de um amigo de fé, irmão camarada



Em 2009, o cantor e compositor Erasmo Carlos, que hoje está fazendo 74 anos, lançou a autobiografia Minha fama de mau. O Tremendão prefere dizer que é um livro de memórias em que evoca histórias divertidas ao longo de sua carreira musical de 50 anos. Dá no mesmo. O livro não tem o apuro literário de um Lira Neto, de um Fernando Morais, de um Ruy Castro, mas é sincero em sua simplicidade de "minha vida é um livro aberto".

O título faz referência a uma das faixas de um dos seus melhores discos, A pescaria, lançado em 1965, vinilzão em que tem participações de Renato e Seus Blues Caps e Lafayete. Nesse disco tem a famosa Festa de arromba e algumas versões de rocks cinquentistas, como de Chuck Berry.

Mesmo que o Tremendão, com sua cabeça de homem e coração de menino, tente não ir fundo nos relatos, sempre tem algo novo para se conhecer de sua trajetória, o seu olhar, o seu ponto de vista sobre pessoas e fatos.

Pelo menos ele teve a franqueza de conversar com os fãs através de um livro, dizendo a verdade com frases abertas, ao contrário do parceiro de tantos caminhos e tantas jornadas, Roberto Carlos, que mandou tocar fogo na sua biografia, escrita por Paulo César de Araújo. Roberto é uma brasa, mora!

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