terça-feira, 29 de março de 2011

o sopro do jazz



Sempre me impressionou as bochechas do grande trompetista de jazz Dizzy Gillespie... Era sua marca registrada, aliada a sua música virtuosa.

Gillespie criou um jazz moderno a partir do bebop, um mestre do improviso com seu trompete curvo, sua espontaneidade, sua alegria.

A autobiografia, "To be or not to bop", publicada em 1979, tem umas revelações bem interessantes. Em 1964, quando Barak Obama era menino em Honolulu, Gillespie lançou-se candidato à presidência dos Estados Unidos. O país vivia fortes conflitos raciais, e tinha a guerra do Vietnã. Sua plataforma política anunciava somente negros no seu governo: Miles Davis seria o diretor da CIA, Louis Armstrong à frente do Ministério da Agricultura, Duke Ellington seria Secretário de Estado, o Procurador Geral ninguém menos que Malcolm X... e o melhor, a Casa Branca passaria a se chamar Blues House. O apoio dos ativistas e músicos foi total.

Mas ganhou Lyndon Johnson, que era vice-presidente de John Kennedy, e já cumpria mandato no lugar do chefe assassinado.

Ganhou o jazz com Gillespie continuando com seu trompete e suas bochechas inchadas.

2 comentários:

Clara Angélica Porto disse...

Fantástico Gillespie, um dos maiores, aliás época de grandes como ele e o inesquecível Miles Davis. Foi GIllespie quem ajudou Arturo Sandoval, outro grande trompetista, cubano, a exilar-se nos Estados Unidos. AMO!!!!!!!!!!

Sidney Souto disse...

caramba, é um fole