sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

babel subterrânea

 
"Biutiful", de Alejandro González Iñárritu, não tem a força dramática e narrativa inovadora de seus filmes anteriores, "Babel", "21 gramas" e "Amores brutos". 

A marca do cineasta mexicano é justamente a confecção de um roteiro como se fosse um caleidoscópio, onde o espectador vai aos poucos juntando os fragmentos da ação, as combinações de cada sequência, para alcançar o ápice narrativo. 

"Biutiful" prende o nosso olhar pela exposição de elementos que conduzem a história de um homem atravessando e desviando de tragédias pessoais, o embate em um submundo onde subsistem emigrantes africanos, asiáticos e os próprios mexicanos, como numa babel subterrânea, na contramão, mais perto do inferno.

A segura e indignada atuação de Javier Bardem o credencia a forte candidato ao Oscar deste ano, prêmio que recebeu como coadjuvante com "Onde os fracos não têm vez", em 2006, de Joel e Ethan Coen. Aliás, os cineastas irmãos entram hoje nos cinemas com "Bravura indômita", refilmagem de um ótimo western de 1968, com John Wayne no papel que agora está com Jeff Bridges, competindo com Bardem na categoria.

Um comentário:

Fábio Meireles disse...

Vou conferir com certeza!