segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Mário Carneiro

foto Divulgação

Nesta segunda-feira, quando finalizo a edição do documentário "Dim", recebo a notícia da morte de Mário Carneiro, um dos nossos maiores fotógrafos de cinema.

As artes brasileiras ficaram um pouco menores na noite de ontem com o falecimento de Mário, aos 77 anos, de câncer. Foi um mestre da imagem: além de fotógrafo (destaco entre tantas maravilhas, "O padre e a moça", de Joaquim Pedro de Andrade), foi também pintor, gravurista, roteirista, montador e cineasta ("Gordos e magros", de 1977, seu único longa como diretor).

Mário parece ter roteirizado o momento de sua morte para ter ao lado as três mulheres da sua vida: a atual Heliana Carneiro e as ex Marília Carneiro (que iria viajar hoje) e Marília Alvim (que chegou ontem de viagem).

Em 2005 ganhou o prêmio de fotografia no 37º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, com o filme "500 almas", de Joel Pizzini.

Um comentário:

Jane Malaquias disse...

Fui aluna de Mario quando estudei cinema em Cuba e depois tive a honra de
trabalhar com ele em três filmes e poder considerar-me sua amiga.Estou bem
triste desde que soube da notícia, no fundo tinha a esperança da cura.
Para mim, conhecer pessoas como Mario Carneiro e José Medeiros, também falecido,
são o antídoto que todo mundo deveria tomar contra a boçalidade, o pedantismo,
o deslumbre, a arrogância, antes de entrar no "maravilhoso mundo do cinema".
Jane Malaquias