sábado, 15 de setembro de 2007

corte final

Rui Ferreira, Nirton Venancio e Dim. Foto Ricardo Baptista / Cabessa Imagens

Há uma semana terminanos de montar o documentário "Dim". De lá pra cá vejo, revejo o filme. O que faltou? O que poderia ter melhorado?

O primeiro a ser convidado a assistir a essa primeiríssima cópia foi o próprio Dim, claro. Ansiosismo, e com todo o direito. E eu, apreensivo, com os meus motivos. É meu primeiro documentário, depois de dirigir somente ficção e alguns ensaios em super-8 lá nos anos 80. E o assunto do filme é sobre o trabalho artístico e a vida de um amigo. Quem pensa que por existir a amizade fica mais fácil o desenrolar nas filmagens, está enganado. Há momentos que é preciso um distanciamento estratégico. Flagrar o personagem como se o visor da câmera fosse o buraco de uma fechadura, onde se pudesse espreitar a intimidade de quem já se conhece - e que o outro não perceba isso.

Bem, o filme está lata. Ou melhor, na fita digital. Falta passar para o 35mm, fazer a novidade do transfer. Outra etapa, correria enquanto se inscreve o filme nos próximos festivais.

Ah! o Dim gostou do filme, sim! Depois da primeira visão, um silêncio, um estranhamento. Disse ele que foi difícil assistir ao filme ao lado do diretor e do montador. Mais tarde, viu sozinho, com a mulher Ângela, e derramou-se em recompensada alegria e saudável vaidade. Perdeu a conta das vezes que reviu o filme. Que se reviu. E a cada vez, novas leituras, novas descobertas.

E o que faltou e o que poderia ser melhorado dá sempre um outro filme. Um filme não esgota a história de um homem.

2 comentários:

Nara Lisboa disse...

oi nirton! vi que andas a mil por ai! parab�ns! quero saber se recebeste meu cd! o novo ta na boca do forno! te mando assim que tiver os primeiros exemplares! beijo e muito sucesso! vamos trazer este doc pra mostrar por aqui?

Deise Jefinny disse...

To torcendo por voce!Vai arrebentar!Beijos.