terça-feira, 3 de julho de 2007

todos os prazeres

foto Divulgação

"Ler é melhor do que ir ao cinema, viajar ou usar porcarias que tiram o sujeito do sério. Pensando bem, ler é a segunda melhor coisa do mundo. A primeira é escrever. A que você está pensando é
hors-concours."


A declaração é do jornalista e escritor Ruy Castro, autor de biografias de sucesso como "Anjo pornográfico", sobre Nelson Rodrigues, "Estrela solitária", sobre Garrincha e a recente "Carmen: Uma biografia", sobre a vida de Carmen Miranda. Castro acaba de lançar o livro "Tempestade de ritmos - Jazz e música popular no século XX", uma coletânea de 58 textos publicados na imprensa sobre o mundo do jazz e da música popular.

Vamos por partes. Eu adoro ler, escrever, ir ao cinema, ouvir música, viajar e "a segunda melhor coisa do mundo", não necessariamente nessa ordem. Aliás, essa é a questão: não há ordem. Não há a primeira nem a segunda, é tudo único, dada a importância vital de cada uma delas para a respiração diária. É tudo hors-concours, caro Ruy.

Sou um leitor compulsivo de biografias. Já me ameacei ler a de Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açucar, e a do Comandante Rolim, da TAM. E qualquer dia desses, quando diminuir a pilha de livros (não todos de biografias) que tenho pela frente, compro esses pra saber das estripulias desses dois senhores. No momento estou lendo "Montenegro", de Fernando Morais, uma reportagem biográfica sobre o marechal-do-ar Casimiro Montenegro, um cearense danado que fez uma revolução nos céus do Brasil, criando o Correio Aéreo Nacional, o Instituto Tecnológico da Aeronáutica, em São José dos Campos, e muitas outras façanhas pouquíssimas divulgadas nos compêndios da nossa história.

Ruy Castro é um excelente biógrafo. Igualmente crítico de cinema. E estudioso de música também. Esse seu novo livro sobre jazz e outras bossas populares ainda não li, mas conheço vários de seus textos publicados em jornais, que devem estar nas páginas da "Tempestade". O autor estará na 5ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty, a FLIP, participando de mesas de debates. O evento começará amanhã e encerrará no domingo, 8. O anjo pornográfico Nelson Rodrigues será o homenageado.

Um comentário:

Andros Renatus disse...

Fico feliz em ter despertado sua revisão! Eu também não esperava muito de O Labirinto do Fauno, mas o filme foi me surpreendendo mais e mais a cada cena até aquele final arrebatador. O filme é um pesadelo (forte, chocante), mas um pesadelo acalentador... Valeu pelo update sobre Edwar Yang, vou procurar! Abraço!