terça-feira, 5 de janeiro de 2016

o carma de um beijo

O ator Patrick Swayse tinha talento para muito mais, como por exemplo, sua interpretação em A cidade da esperança (City of Joy), de Rolland Joffé, 1992. Mas será sempre lembrado pelo carma de "Ghost - o outro lado da vida, e por esse beijo final em duas dimensões, om a ainda não anabolizada Demi Moore, que por pouco não fez a cena com o maridão, o "ator" Bruce Willis, que não topou o papel e errou no palpite infeliz que aquele tipo de filme não daria certo.
Dirigido por Jerry Zucker, em 1992, é típico do gênero de drama romântico, adocicado com temática espírita. O bom cinema americano que começou a entrar na UTI dos bons roteiros no final da década de 70, começou a agonizar de qualidade nos anos 80, e até hoje respira por aparelhos dos efeitos especiais de tão ruim que se tornou, tem em Ghost um exemplo de apelo ao outro mundo, para ver se mantém o público dopado em grandes bilheterias.
Ressalvo uma boa citação do roteiro: no início do filme o casal está saindo de uma apresentação teatral de Hamlet, de Shakespeare, onde a temática da morte, do convívio entre os que se foram com o que ficaram, tem a mais perfeita estrutura dramática e profundidade de caracterização.
Mas o filme não avança, nem se compara, claro. Ser e não é, eis a questão

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