domingo, 12 de agosto de 2012

os jovens paraenses

Dona Onete. Ela tem 75 anos e inventou o carimbó chamegado, para dançar agarradinho e lambuzar o coração de açaí.
A vida ganha um realce de esperança na simplicidade e talento tão natural de uma mulher como Dona Onete. Essa paraense de voz
potente e afinadíssima, professora aposentada, agora largou-se pelos palcos cantando suas composições, boleros de letras "safadas", misturando cúmbia com samba, lundu com batuque negro, puxadas eletrônicas com sirimbó da vovó. Confesso minhas 'furtivas lágrimas' de emoção ontem em seu show dentro do bem-vindo projeto Invasão Paraense, uma das melhores programações musicais do CCBB Brasília deste ano.
Claro que fui depois para abraçá-la e autografar o cd.
 
Mestre Laurentino, tem 88 anos, passou muito tempo produzindo centenas de fitas cassetes gravadas no quintal de sua casa: valsas, marchas, fox, jazz e rock. Rock mesmo! Ele é conhecido como o roqueiro mais antigo do Brasil, aliás, do mundo, já que Chuck Berry tem 86.

O paraense de Marajó tem músicas gravadas pelos pernambucanos do Mundo Livre S/A, Gilberto Gil, Fafá de Belém, Tom Zé, Otto, e sampleadas por Marcelo D2. E o bom velhinho irado montou o conjunto (como ele diz) Os Cascudos e segue fazendo show. Ontem ele fez uma participação luxuosa em simplicidade e vigor no show de Dona Onete, no CCBB Brasília, cantando três rocks de sua autoria, dançando feito um moleque, tocando gaita feito um Bob Dylan.
 

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