segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

consciência libertária

 foto Divulgação Imagem Filmes

"Temos uma cinematografia prisioneira, enclausurada em um sistema colonial. O único idioma que tem espaço é o inglês e as únicas produções que aparecem são as de Hollywood. Essa é a situação colonial que estamos metidos e que não tem sido possível reverter em mais de 40 anos de luta constante. Que seja, não podemos abandoná-la. Porque se a abandonarmos, estaremos abandonando um fator fundamental da nossa criação."

Trecho de uma ótima entrevista com o cineasta chileno Miguel Littin, na revista Caros Amigos, edição de janeiro.

Littin, o mais representativo cineasta do seu país, tem um pensamento lúcido, uma atuação corajosa em nome do que ele define como "a construção de uma consciência humanista e libertária". 

A foto acima é de seu novo filme, "Dawson Ilha 10", co-produzido com o Brasil e a Venezuela. Baseado nas memórias de Sergio Bitar, ex-ministro de Minas do governo Allende, narra um dos episódios mais aterradores da ditadura Pinochet: a prisão e o exílio dos ministros do deposto presidente, em 1973, na gelada ilha Dawson, no sul do país, que se transforma num campo de concentração.

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