terça-feira, 29 de junho de 2010

o futebol é uma caixinha de surpresas




 Em tempo de Copa, algumas curiosidades surpreendentes.

Albert Camus dizia que preferia assistir qualquer partida de futebol a ir ao teatro. O grande escritor franco-argelino, autor de obras como "O estrangeiro", "O mito de Sísifo", "A peste", prêmio Nobel em 1957, foi goleiro durante dois anos do Racing de Argel. As crônicas desportivas da época faziam referência à sua bravura e ao seu espírito de liderança em campo. Durante uma palestra no Brasil, na década de 40, pediu que o levassem para ver um jogo de futebol. Só não seguiu a carreira esportiva porque teve tuberculose e foi obrigado a parar. 


E essa observação "existencialista" é bastante interessante: Jean-Paul Sartre dizia que no futebol o que complicava era a presença da equipe adversária. Não deixa de ser uma variação atenuada de sua máxima que desenvolvia a tese de que "o inferno são os outros".



Fernando Pessoa viveu dos sete anos de idade até a adolescência na África do Sul, mais exatamente em Durban, uma das sedes deste Mundial. Foi para lá em virtude do segundo casamento da mãe com o cônsul de Portugal. Aprendeu inglês e era visto como um rapaz esquisito. Preferiu voltar para a terra natal, morar com  a avó, criar seus heterônimos e fingir que o poeta é um fingidor.

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