domingo, 29 de agosto de 2010

Duffy

foto Divulgação/A&M

A mídia equivocada dos tablóides de música está chamando a cantora galesa Duffy como "a nova Amy Winehouse". Não acho. Amy é única e incomparável, pelo seu talento como compositora e cantora, pelo seu comportamento na contramão da mesmice pop e retrô. É como se Amy, depois de sua explosão com ótimo álbum "Back to black" e escândalos regados a muitas doses e pitadas de veneno anti-monotonia, não vislumbrasse breves ousadias e um próximo terceiro disco pra arrebentar. Amy ainda vai aprontar muito, antes de ficar se banhando mais vezes numa praia do Caribe.

Aimee Anne Duffy, 26 anos, até evita comparações com Amy e decidiu usar apenas o sobrenome como nome artístico. Tem igualmente uma voz soul, mas com outro timbre e um estilo indie. Suas letras não refletem um tom autobiográfico como as canções de Amy. O disco de estréia, "Rockferry", lançado no Brasil no começo deste ano, é ótimo de se ouvir e dançar, puxado pelo single "Mercy". Duffy é talentosa, tem voz e luz próprias, não precisa de comparações, nem de substituir ninguém. Com seus modelitos sessentistas e sensualidade de boa menina, tem o seu espaço nos ipods da vida.

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