sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Philippe Noiret, ator

Philippe Noiret em "Cinema Paradiso", 1988. Foto Les Films Ariane

Depois da morte do cineasta Robert Altman, no último dia 20, aos 81 anos, mais uma perda no cinema: o ator francês Philippe Noiret, o Alfredo, projecionista de "Cinema Paradiso" (Nuovo Cinema Paradiso), de Giuseppe Tornatore, que nunca saiu da cabeça do menino Totó (Salvatore Cascio), assim como o personagem jamais será esquecido pelo público, pelo sua memorável atuação.
Noiret faleceu ontem, aos 76 anos, de câncer. Deixou legado de impressionantes 125 filmes, entre eles, "O carteiro e o poeta" (Il Postino), de Michael Radford, 1994, no qual deu vida a Pablo Neruda.


Ator predileto do cineasta Bertrand Tavernier, fez com ele pelo menos dois filmes marcantes, pouco vistos no Brasil, "L’horloge de Saint Paul", de 1972, e "Que la fête commence", rodado três anos depois, onde contracena com o também ótimo Jean Rochefort, e no começo dos anos 90, "A vida e nada mais" (La vie et rien d'autre), que lhe valeu o prêmio Cesar (o Oscar francês). Em filmes dos quais não me lembro os títulos, fez par com Catherine Deneuve, Romy Schneider e Simone Signoret. "O velho fuzil" (Le vieux fusil), de Robert Enrico, de 1975, foi outro trabalho que lhe deu o Cesar. Lembrei-me: foi nesse filme que ele contracenou com a bela Romy.


Outro papel inesquecível foi no polêmico "A comilança" (Le grand bouffe), que tratou do suicídio por glutonaria e causou escândalo em Cannes em 1973. Dirigido por Marco Ferreri, o filme é uma fábula de humor negro.

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