terça-feira, 20 de outubro de 2015

poetas no dia do poeta


 No meio do calçadão tinha o Drummond
tinha o Drummond no meio do calçadão
tem o Drummond
no meio da minha vida tem o Drummond...

 Vinicius, em seu louvor hei de espalhar seu canto...


Meu poeta, moro em sua Pasárgada, onde é outra civilização. 
Você inventa palavras que traduzem "a ternura mais funda, e mais cotidiana". Você inventou "o verbo teadorar. Intransitivo". Teadoro, Manuel Bandeira.


 Gullar, tua poesia traduz uma parte de mim noutra parte de ti.

Quintana, poeta da simplicidade, você abriu meu caminho, passarinho... 

João Cabral: um galo sozinho tecendo uma manhã. Assim é sua poesia em mim. 


Cecília, eu canto porque sua poesia existe, "e a minha vida está completa."

 Torquato, sua poesia "é desferrolhada indecente feito um pedaço de mim."

 Leminski, "não discuto com o destino", o que você poetar eu assino.
   
Orides, um dia caí e fiquei na tua teia de poesia, "intensamente prenhe"...

A obscena senhora do silêncio. Nunca houve uma poeta como Hilda.

 Ana Cristina César, tua poesia diz que "é sempre mais difícil
ancorar um navio no espaço"...

  
Haroldo de Campos: "um poeta sentado é sempre um poeta em pé de guerra."
 
 Adélia, sua poesia "atravessa a noite, a madrugada, o dia,
atravessou minha vida, virou só sentimento."


 Patativa, sua poesia é "ispinho e fulô" no meu roçado. Você canta lá e eu escuto cá.


Francisco Carvalho, ao ler sua poesia, senti "o quanto basta à ceia do coração."

 Mário Faustino, conjuguei os teus versos: "vida toda linguagem".

 Cora Coralina, com sua poesia "abuela" e com saber de doce caseiro, aprendi a ter “mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros.”


Fernando Pessoa dizia que tudo o que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível.
Na paisagem urbana das ruas de Lisboa, o poeta, hoje o seu dia no Brasil, atravessa as paredes do inesquecível.

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