terça-feira, 27 de março de 2012

o Ator, o Teatro

Hoje, 27 de março, marcando na folhinha o Dia Mundial do Teatro, posto aqui minha profunda admiração a todos atores que vivem outros seres humanos em seu trabalho. Extrair de si outra vida numa interpretação tem o mesmo significado de um parto, de dar à luz, de insistir na esperança, na pulsação. Lembro-me que o grande ator Amâncio Fregolente disse uma vez que se ele morresse no palco, durante uma peça, quem morreria seria o personagem e não ele. E é uma definição perfeita para uma das mais divinas profissões.

A imagem que ilustra esta minha homenagem é do Teatro José de Alencar, na minha natal Fortaleza. Ali, logo que cheguei menino do interior, vi e me encantei com o trabalho de muitos atores, e faço questão de mencionar alguns deles que guardo na memória e tenho o privilégio da amizade, como Ricardo Guilherme, Lourdinha Falcão, Antonieta Noronha, Jacy Fontenele, o saudoso Clóvis Matias, Haroldo Serra, Hiramisa Serra, João Falcão, Walden Luiz, B. de Paiva... tantos e tantos outros... e os novos igualmente talentosos Marta Aurélia, Sidney Souto, Juliana Carvalho, Pedro Domingues, Joca Andrade, Ceronha Pontes... e tantos e tantos outros. Alguns deles tive o prazer de dirigi-los em três filmes de curta-metragem, e em longas em que trabalhei como assistente de direção.

A todos vocês, ao Ator: obrigado.

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