sábado, 22 de outubro de 2011

primavera no velho oeste

Saddam Hussein, Osama Bin Laden, Muamar Kadafi. Longe de mim apoiá-los. Mas desperta reflexão a história deles, principalmente o fim de cada um, que se assemelha entre si. Por um longo tempo foram parceiros dos Estados Unidos, que lhes deram toda atenção, enquanto economica e estrategicamente interessava à Casa Branca o que extraía de seus países. Ao governo americano pouco lhe importava o que esses tiranos faziam com seus povos. Hussein e Bin Laden já tiveram boas relações com o mundo ocidental cristão, capitalista e dito democrático antes de serem representantes do "eixo do mal". Kadafi vinha se aproximando dessa diplomacia, tentando iludir e restaurar relações, até apertou a mão de Barak Obama na reunião do G-8. Jogo de mentiras de todos os lados.

As manifestações realizadas com objetivo de questionar os regimes autoritários e centralizadores que ocorrem em diversos países do Oriente Médio é mais um script pensado em Hollywood, intitulado Primavera Árabe. 

Os videos que estão no ar com as cenas da captura e morte de Kadafi têm a logística norte-americana: peça sem importância nesse tabuleiro, que os "rebeldes" trucidem, que povo se revolte e faça justiça com as próprias mãos e armas financiadas pela Otan. Como bem analisou o colunista político Mauro Santayana, o que vem acontecendo é uma forte advertência aos países árabes que têm sido vassalos fiéis de Washington. Os príncipes da Arábia Saudita que se cuidem. O Paquistão, ao que parece, já está com suas barbas no molho. 

O cowboy e boina-verde John Wayne sempre atira primeiro e pergunta depois. Quando pergunta.

3 comentários:

Cesar Cavalcanti disse...

É o novo método da política do capitalismo globalizante estadunidense:
Antes de invadir um determinado país, por interesses mercantilistas, patrocina a grande mídia local que manipula e massifica a contra-informação com factóides, influenciando assim os corações e mentes da população. Envia tropas belicamente bem equipadas da otan (criada para levar a segurança e a paz ao planeta) e para marcar sua presença dominante, porém discreta na região, enviam um pequeno grupo de seus soldados. Feito o serviço da matança generalizada, lá se instalam para “ensinar democracia” e roubar a riqueza do país, geralmente o petróleo. No Iraque, estão há 8 anos instalados com suas tropas. Esta é a mais nova estratégia da barbárie.

Silvio Gurjão disse...

USA e abUSA

Pode Ser Pop disse...

Nossa, juro que quando cliquei pra ver as notícias do dia, me chocou a cena, ou as cenas que se sucedem ao longo da morte de Kadafi. Cada vez mais vejo a humanidade levando o ser humano ao matadouro. O pior é que os americanos conseguem ser piores do que os piores ditadores. A Casa Branca ainda não foi pro açougue que ela mesma criou, e seu exército de mercenários, homens sem pátria, sem amor, são usados nessas invasões. Tenho vergonha profunda desses governos neo-capitalistas. Nada como um dia após o outro, como canta a Marron.