terça-feira, 27 de março de 2007

tarja preta sem frescura

foto Saturna Produções

“Abandonei ‘Orquídea selvagem’ porque não conseguia falar com a Jacqueline Bisset. Tinha uma corte em cima dela: era um cara para cuidar do olho direito, outro do esquerdo... E olha que nem era aquela deusa de ‘A noite americana’”.


Paulo César Pereio, no seu programa “Sem Frescura” de hoje, às 21h30 no Canal Brasil, durante a entrevista com o ator Selton Mello. Aliás, entrevistador e entrevistado se misturam, sem seguir aquela estrutura tradicional, burocrática, de alguns programas do gênero.

Pereio, do alto dos seus bem vividos e debochados 64 anos de idade, foi convidado há uns três anos do programa comandado por Selton Mello, "Tarja Preta", que vai ao ar às sextas-feiras, também às 21h30, no mesmo canal. Agora é a vez do Pereio, ator de 95 filmes (estreou em 1964, em “Os fuzis”, de Ruy Guerra) fazer umas perguntinhas espirituosas, diretas, sem frescura, a Selton, que está em cartaz nos cinemas com o ótimo “O cheiro do ralo”, onde Pereio, ao telefone, faz a voz de um pai irado com o noivo de sua filha abandonada às vésperas do casamento.

Sobre “Orquídea selvagem” (Wild orchid), o único prejuízo foi não conversar com Jacqueline Bisset. Rodada em 1989 a produção americana dirigida por Zalman King é uma equivocada história ambientada na cidade do Rio Janeiro. O filme é fraco, fraquíssimo.

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