sábado, 16 de outubro de 2010

nem todos verão

Mais uma vez, a cada ano, escrevo aqui sobre o chatíssimo horário de verão. Há quem goste desse horário fictício. Eu não vejo vantagem, é tudo muito incômodo, e na escuridão em que acordo não enxergo a economia que o governo diz fazer a cada ano. R$ 4 bilhões, afirma o Ministério das Minas e Energia, valor que corresponde a investimentos necessários pra construção de uma usina hidrelétrica de médio porte.

Numa boa, eu gostaria muito de contribuir pra essa economia de megawatts, mas os bilhões aí poupados não têm correspondência com uma parcela na minha conta de luz. Ano passado nesse período forçado, de segunda a sexta, acendi abajur ao lado da cama, lâmpada do banheiro, do corredor, da cozinha... o que fosse pra iluminar o meu caminho de manhã cedo.

Por isso não entendo por onde se pratica essa economia com a adoção de um horário que desregula o cotidiano de milhares de pessoas, principalmente as crianças. Há umas justificativas de ordem técnica, como "redução que representa cerca de 50% da capacidade energética adicionada anualmente ao sistema de geração de energia elétrica"... Deu pra entender?

Hoje à meia-noite, moradores das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste adiantarão  os relógios em uma hora. Amanhã o domingo amanhecerá tomate e anoitecerá mamão. Vocês que moram nas outras regiões da refazenda Brasil, não têm ideia que a chatice do recolhimento dessa hora é justamente o significado da palavra temporão.

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