sábado, 20 de fevereiro de 2010

uma hora de volta



Quando for meia-noite de hoje os relógios deverão atrasar os ponteiros em uma hora. Isso para quem mora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O pessoal lá de cima foi poupado dessa chateação.

Não vejo vantagem no horário de verão. Já é a 39ª imposição anual e não me acostumo. O governo argumenta que há uma redução do consumo de energia de 4% a 5% no chamado horário de pico, ali entre o fim da tarde e início da noite, o que representa uma economia de cerca de 2.000 MW.

Mas quem acorda às seis horas, por exemplo, o tempo real é de cinco da madruga, e não dá pra ficar às apalpadelas dentro de casa feito personagem de "Ensaio sobre a cegueira". Tem que acender o abajurzinho do lado, o spotlight do corredor, a lâmpada branca da cozinha. E grande parte da população precisa levantar nesse horário. Uma economia que não justifica tanto transtorno.

Para a meninada que vai à escola o sufoco é maior, coitados. Não adianta explicar, eles não entendem porque estão acordando no horário de sempre e tudo continua escuro. Chegam na sala de aula com um resto de sono no rosto. A concentração é mínima diante da professora igualmente sonolenta. E desregula todo o organismo, causando desconforto físico, afetando o relógio biológico.

Quando já estamos quase "adaptados" às mudanças instituídas, o horário fictício termina. E lá vamos de volta acertando ponteiros, apertando digital do microondas, clicando no reloginho do computador que nem sempre é automático como se espera.

Então, caros compatriotas que moram noutros estados, sorriam, vocês não foram filmados pelo Ministério das Minas e Energia. E nós aqui não ganhamos uma horinha neste sábado pra domingo: tivemos de volta nossos sessenta minutos tirados há quatro meses.

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