sexta-feira, 22 de agosto de 2008

a cor do dinheiro

foto TV Zero

As cantoras Maroca, Poroca e Indaiá, conhecidas como Ceguinhas de Campina Grande, não estão colhendo os frutos do sucesso de crítica do documentário "A pessoa é para o que nasce", que trata da vida e da obra das três irmãs. Elas se queixam de abandono, afirmando que o diretor do filme, Roberto Berliner, deixou de fazer os repasses financeiros para o trio.

Segundo uma das irmãs, em reportagem no jornal paraibano Diário da Borborena, após as filmagens, Berliner enviava mensalmente a quantia de R$ 1 mil. Depois de um ano teria caído para R$ 120,00. E hoje, não recebem mais nada. Do outro lado, o cineasta justifica a interrupção da ajuda por conta do fracasso do filme nas bilheterias, apesar da boa repercussão e prêmios em vários festivais.

O documentário, de 2004, surgiu após o diretor Roberto Berliner conhecer as três irmãs durante as filmagens de uma série de televisão em Campina Grande, o "Som das ruas", lembram-se? Veiculado pela TV Cultura, a série buscava músicos anônimos pelo interior do Brasil.
O longa "A pessoa é para o que nasce", de 84 minutos, exibe a rotina das mulheres e revela as curiosas estratégias de sobrevivência, das quais participam parentes e vizinhos. Mergulha na história delas, flagrando uma trama complexa de amor e morte, miséria e arte. E pelo que se vê - e elas também, sem trocadilhos - tudo continua como antes, como se cumprisse fielmente um destino que diz o título do filme.

Um comentário:

luetranger disse...

fato curioso.
até que ponto se dãp as responsabilidades na relação "executor" e "executado"?

bom, se fosse uma ficção, as "atrizes"teriam recebido seus cachês, já nos docs, existiria um modelo ideal p/ essas formalidades?