segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

cinema (im)perfeito

foto Dan Heller

"Acho que filmes imperfeitos permanecem vivos por mais tempo. O filme sem erros seria feito por uma máquina. Minha obra é pessoal porque tem as minhas imperfeições, como realizador e pessoa."



Palavras perfeitas do cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu, que concorreu ontem ao Oscar com seu excelente "Babel", nas categorias de filme, diretor, atriz coadjuvante (Adriana Barraza), edição (Douglas Crise e Stephen Mirrione), roteiro (Guillermo Arriaga e Iñárritu), e, a única premiação recebida, trilha sonora original, do ótimo compositor argentino Gustavo Santaolalla.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, nessa 79ª entrega do Oscar, e imperfeita como sempre, subestimou o trabalho corretíssimo de Adriana Barraza, preferindo a tolice da estridente "cantora" e "atriz" Jennifer Hudson no bestinha "Dreamgirls - em busca de um sonho".
E o roteiro do filme mexicano, embora não seja inovador, é superior ao premiado, o simpático mas nada destacável "Pequena Miss Sunshine", que felizmente ganhou ator-coadjuvante, o veterano Alan Arkin, o melhor concorrente na categoria.
"Babel" merecia ainda os prêmios de filme, diretor e edição, que foram para Martin Scorsese com seu competente, mas óbvio, "Os infiltrados", fazendo jus às imperfeições da premiação.

2 comentários:

Claudio Eugenio Luz disse...

Meu caro, determinados festivais não querem nem saber para filmes como babel. Uma lastima, pois o filme merecia ganhar. Viva o óbvio.

hábraços

Nirton Venancio disse...
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