sexta-feira, 30 de junho de 2006

Fabián Bielinsky, cineasta

foto Patakonik Film Group

"Sou um espectador ávido, ao longo de toda a vida. A verdade é que as situações corriqueiras da vida real me remetem sempre às dos filmes."


Palavras do cineasta argentino Fabián Bielinsky, por ocasião do lançamento de "Aura", seu segundo longa-metragem. A estréia na direção de longa foi em 2000, com "Nove rainhas" (Nueve reinas), filme que obteve mais de vinte prêmios em vários festivais, e que celebrou o nome de diretor como um dos mais criativos do cinema contemporâneo.

Bielinsky faleceu nesta última quarta-feira, em São Paulo, aos 47 anos. Ele foi encontrado no quarto do hotel, vítima de ataque cardíaco. Estava no Brasil selecionando elenco para um comercial.

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Carlitos

"Em busca do ouro" (The gold rush), 1925, de Charles Chaplin

"Chaplin, com o mito de Carlitos, criou um estilo de mímica que se refere mais ao conteúdo do que ao comportamento."
Jean Mitry, crítico francês

segunda-feira, 26 de junho de 2006

o ofício do roteirista

Jean-Claude Carrière. Foto Divulgação

Revirar os cânones do trabalho cinematográfico, através de mostras cujo recorte se faz a partir da reunião de filmes nos quais a contribuição artística dos chamados profissionais "anônimos" do cinema é decisiva, tais como fotógrafos, montadores ou cenógrafos, sempre foi uma das orientações essenciais do trabalho de programação da Cinemateca Brasileira. Geralmente, o objetivo destes ciclos é direcionar o olhar do público para aspectos supostamente secundários ou dificilmente perceptíveis do filme, incitá-lo a apreender o que normalmente, sentados numa poltrona, deixamos em segundo plano.

É desta forma que podemos perceber o quanto o roteiro, o cenário, a montagem e os outros elementos que compõem a mise-en-scène cinematográfica participam decisivamente do resultado estético de uma obra. Por outro lado, esta é ainda uma oportunidade para que possamos encarar o cinema como trabalho coletivo, fruto da atividade de um grupo reunido em torno de um objeto final e aglutinador.

Assim, é revisitando este mote que a Cinemateca Brasileira, em São Paulo, oferece, desde o dia 21 deste mês até o próximo dia 02, um ciclo dedicado ao roteirista francês Jean-Claude Carrière.

Autor de inúmeros roteiros, textos teatrais, romances e livros sobre cinema, parceiro de trabalho de cineastas como Luis Buñuel, Andrzej Wajda, Peter Brook, Milos Forman, Jean-Luc Godard e Volker Schlöndorff, Carrière se firmou como um dos principais roteiristas contemporâneos. Sua experiência, marcada pela diversidade dos realizadores com quem trabalhou e pelo compromisso com a reflexão sobre a escrita cinematográfica, permitiu que forjasse uma concepção original não só da natureza do roteiro como também do próprio ofício do roteirista.

Para Carrière, antes de ser uma peça literária, o roteiro é uma ferramenta de passagem, um texto portador de outro estado, em cujas linhas se encontram latentes imagens e sons. Distante da suposta nobreza e inviolabilidade da obra literária, o roteiro é submetido a leituras específicas, é dissecado, anotado e finalmente descartado pela equipe

Desta forma, ao invés de reivindicar um lugar no panteão dos tradicionais criadores, cabe ao roteirista, neste ponto do processo, abandonar inevitavelmente a devoção por seu trabalho e transferir seu entusiasmo para a realização efetiva do filme: idealizado no papel, o roteiro é exposto à concretude das filmagens e assim, diante da prática, uma metamorfose indispensável o aguarda.

Peça na engrenagem do cinema, o roteirista, segundo Carrière, deve ser o primeiro a achar que, pela própria natureza de seu ofício, a noção de obra pessoal, que no cinema toma proporções questionáveis, decaiu há muito tempo. Shakespeare, da mesma forma que Flaubert e outros escritores realistas, "escondeu-se" por trás de suas peças, "sacrificou" sua projeção pessoal em favor de uma obra que, hoje, é de domínio público.

Herdeiro desta linhagem, o roteirista é, na verdade, um elo entre o público e a experiência do real e seu objetivo seria transmiti-la por meio de instrumentos modernos, ou seja, pelo próprio cinema. Desta forma, ele atualizaria uma antiga tradição narrativa cuja formatação teórica podemos encontrar nas idéias de Walter Benjamin acerca do "narrador".

É a partir destas considerações que a Cinemateca Brasileira oferece este ciclo que, composto por 13 filmes, inclui títulos dirigidos pelos principais parceiros de Carrière, como Luis Buñuel, em "O estranho caminho de Santiago" (La voie lactée, 1969) e "A bela da tarde" (La belle de jour, 1967), Peter Brook em "O Mahabharata" (Mahabharata, 1989) e Milos Forman em "Valmont – uma história de seduções" (Valmont, 1989), recupera outros há muito não exibidos, tais como "Os indiscretos pingos de chuva" (Un amour de pluie, 1974), de Jean-Claude Brialy, e ainda exibe o inédito "O retorno de Martin Guerre" (Le retour de Martin Guerre, 1982), de Daniel Vigne.

domingo, 25 de junho de 2006

o espírito do tempo

foto Divulgação

"O filme tem como cenário natural Copacabana - bairro com o maior índice de moradores de rua da cidade do Rio de Janeiro - e como coluna vertebral a ambígua, conflituosa, e por vezes, surreal relação entre o menor de rua, os moradores do famoso bairro, e o canto de sereia comportamental dos veículos de comunicação de massa, em especial, da televisão, essa eficaz pseudo sombra do inconsciente coletivo contemporâneo".


O texto é do cineasta Murah Azevedo. Depois de vários trabalhos como fotógrafo de cena, diretor de fotografia e direção de curtas, ele parte para o seu projeto mais audacioso, o documentário longa-metragem "Luans e o espírito do tempo".

Mais informações na página www.luanseoespiritodotempo.com.br

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Shohei Imamura, cineasta

foto Imamura Productions

Não é minha intenção fazer aqui um blog-obituário... mas não poderia passar em branco a morte de um dos maiores cineastas do mundo: Shohei Imamura. Eu estava em Fortaleza no festival de cinema quando soube de seu falecimento, no dia 30 do mês passado, vitimado pelo câncer, em Paris. Tinha 79 anos.

Imamura foi um dos poucos diretores a ganhar duas vezes a Palma de Ouro no Festival de Cannes. A primeira em 1983, com "A balada de Narayama" (Narayama Bushiko), possivelmente o filme onde melhor o cotidiano e a morte estão retratados, de forma bela, trágica, e poética. A história se passa em um povoado que sobrevive ao clima e à escassez de alimentos abandonando as pessoas com mais de 70 anos no monte Narayama.
O segundo prêmio foi em 1997, com "A enguia" (Unagi), filme que conta a vida de um ex-presidiário que tenta recomeçar a vida como barbeiro e uma jovem que aceita trabalhar para ele.

O humanismo, o inconformismo e uma análise profunda nos hábitos da cultura japonesa são características do cinema de Shohei Imamura. Mostrava em seus filmes as contradições da sociedade que mudava as tradições com o consumismo. Eu lamentava, mas entendia, a sua implicância com o cinema de Yasujiro Ozu, meu cineasta japonês preferido. Imamura criticava o compatriota, de quem foi assistente no início da carreira, por anular a expressão dos atores com seu estilo frio de direção. Não era bem assim, meu caro Shohei.

O último trabalho de Imamura foi a participação com um episódio no longa "11 de setembro" (11’09’’01 September 11), produção francesa sobre a visão de dez cineastas estrangeiros e um americano, Sean Penn, sobre os acontecimentos daquele 2001 nos Estados Unidos.

quarta-feira, 21 de junho de 2006

Vincent Sherman, cineasta

Rita Hayworth e Vincent Sherman no intervalo das filmagens de "Uma viúva em Trinidad", 1952. AP Photo

O cineasta norte-americano Vincent Sherman morreu no domingo, dia 18, de causas naturais, em Los Angeles. No próximo mês ele completaria um século de vida.

Sherman dirigiu atores famosos, como Paul Newman, em "O moço da Filadélfia" (The young philadelphian, 1959), Humphrey Bogart em "Balas contra a Gestapo" (All through the destiny, 1941), Errol Flynn em "As aventuras de Don Juan" (The adventures de Don Juan, 1949), Richard Burton em "O gigante de gelo" (Ice palace, 1960).
Ficou conhecido ainda por dirigir e namorar estrelas a exemplo de Bette Davis, Rita Hayworth e Joan Crawford. Por causa dessa sua habilidade para evocar poderosas performances femininas, tornou-se conhecido com “diretor de mulheres”, título que odiava.

Sua carreira foi seriamente prejudicada pelo temor comunista em Hollywood nos anos 40 e 50. Na década de 70 tornou-se bem sucedido como diretor das séries de tevê "Os Waltons", "Hospital médico" e "Baretta".

terça-feira, 20 de junho de 2006

Cinema e futebol no Observatório

"Garrincha, alegria do povo", de Joaquim Pedro de Andrade. Foto LC Barreto Produções

O crítico de cinema do jornal O Estado de São Paulo, Luiz Zanin Orichio, estará hoje no "Observatório da Imprensa", programa comandado pelo sempre lúcido Alberto Dines, na TVE Brasil, às 22h30. Zanin é autor de "Fome de bola, cinema e futebol no Brasil", publicado pela Editora Imprensa Oficial de São Paulo, Coleção Aplauso.

Em clima de Copa, o programa debaterá a relação entre futebol, essa paixão nacional, e a indústria do cinema que cresce dentro e fora do país. Além do crítico Luiz Zanin, participa do programa o cineasta paulista Ugo Giorgetti, que dirigiu os filmes "Boleiros - era uma vez o futebol...", de 1998, e "Boleiros 2", lançado no começo deste ano.
O produtor de cinema Luiz Carlos Barreto é outro convidado do Observatório de hoje. Ele, que nos anos 50 e 60 teve carreira de fotógrafo, estava atrás do gol na partida em que o Uruguai derrotou o Brasil, em 1950. Barreto dirigiu junto com Eduardo Escorel, em 1974, o documentário "Isto é Pelé", e foi co-produtor de "Garrincha, alegria do povo", uma espécie de semi-documentário digirido por Joaquim Pedro de Andrade, em 1962. Produziu mais recentemente o longa do filho Bruno Barreto, "O casamento de Romeu e Julieta", uma comédia sobre corinthianos e palmeirenses "roxos".

todos os caminhos


"A grandeza do cinema está na sua diversidade. Não há só um caminho para o cinema, ele encerra em si todos os caminhos".


Luiz Carlos Merten, em seu livro "Cinema - entre a realidade e o artifício", editora Artes e Ofícios, 2003

segunda-feira, 19 de junho de 2006

profeta premiado

foto Taus Produções Audiovisuais

O documentário “O Profeta das águas”, dirigido por Leopoldo Nunes, foi o grande vencedor do 8º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, realizado em Goiás, cidade goiana patrimônio da humanidade. O filme recebeu o Troféu Carmo Bernardes de melhor longa-metragem e também a quantia de R$ 35 mil. O anúncio foi feito no dia 11 de junho, quando do encerramento do evento.

Abrangente abordagem da trajetória do líder religioso Aparecido Galdino Jacintho, que chegou a ser processado e condenado pela ditadura militar brasileira, “O Profeta" já foi exibido em vários festivais nacionais e internacionais.

Realizado pela Taus Produções Audiovisuais, o filme contou com a parceria das prefeituras de Santa Fé do Sul e Rubinéia, cidades do interior paulista, onde o foi rodado. E teve a co-produção da TV Cultura e da STV, canais em que será exibido.

sábado, 17 de junho de 2006

Person homenageado

Luiz Sérgio Person (1936 - 1976). Foto Lauper Films


Como tradição, todos os anos após o encerramento do Festival Brasileiro de Cinema Universitário no Rio de Janeiro e Niterói, a Cinemateca Brasileira em São Paulo, exibe os filmes dos estudantes de cinema premiados durante o Festival, que começou dia 14 deste mês e terminará amanhã.

Neste ano, além de trazer para a capital paulista as sessões "Vídeos premiados 2006" e "Curtas premiados 2006", a Cinemateca exibirá todos os filmes da "Homenagem a Luiz Sérgio Person", três programas da mostra informativa de vídeos "Programa São Paulo", que conta com realizações de estudantes de universidades paulistas e o programa "Ex-Alunos - Curtas Petrobras", com a presença do curta "O mostro", de Eduardo Valente, indicado para concorrer a Palma de Ouro de curta-metragem no Festival de Cannes de 2006.

sexta-feira, 16 de junho de 2006

um vaqueiro em Brasília

Manfredo Caldas dirige Luiz Carlos Vasconcelos em "Romance do vaqueiro voador".
Foto Vanda Caldas

"ROMANCE DO VAQUEIRO VOADOR é um documentário de estrutura livre, que incorpora diversos elementos ficcionais. Baseado no cordel de João Bosco Bezerra Bonfim e fiel à sua estrutura, o documentário deixa claro que narradores e narrados têm uma mesma história comum. O filme especula sobre quem seria um certo indivíduo que despenca do alto de um andaime de um prédio durante a construção de Brasília. Esse indivíduo é a representação alegórica e mágica utilizada pelo autor do cordel para designar a parcela desafortunada de migrantes nordestinos que para cá vieram como operários da construção civil. Seduzidos pela utopia da transferência da nova capital do país para o centro oeste, esses migrantes encontraram aqui um destino trágico. Eles são a contrafação do discurso utópico e heróico dos construtores de Brasília.


O tratamento é ao mesmo tempo lúdico, picaresco e trágico como nas páginas de João Bosco e retoma, na forma de documentário, a essência do texto original. No filme, um poeta, interpretado por Luiz Carlos Vasconcelos, recita os versos do poema romanceado e é isso que constitui a espinha dorsal da obra cinematográfica".


Texto de apresentação do novo filme do cineasta paraibano Manfredo Caldas, rodado em Brasília. Trata-se de um documentário poético sobre a recriação do universo mítico do nordestino, ao vivenciar a nova diáspora, no papel de candango, protagonizando o lado trágico da epopéia da construção da nova capital do Brasil.

Mais informações sobre a produção na página
www.vaqueirovoador.com.br

segunda-feira, 12 de junho de 2006

ponto de vista

foto José Leomar/DN

"O filme local corre o risco de desaparecer. Para que isso não aconteça é preciso ter política de financiamento, estratégias de divulgação e garantias de exibição. Muitos filmes são produzidos, mas não têm lugar para a exibição. O mercado brasileiro se elitizou. Agora, só existe o cinema de shopping, que cobra 15 reais a entrada. Isso é privilégio das pessoas de classe média e alta, o que é ruim. As camadas mais populares eram aliadas históricas do cinema, quando pegar um filme era um programa barato, com os cinemas de bairro"


"Atualmente, mais de 80% das salas de cinema do país são ocupadas por filmes americanos. Pouco conhecemos do que é feito nos países vizinhos. Neste sentido, acho importante a transformação do Cine Ceará em Festival Ibero-Americano, para que a gente conheça as produções que, normalmente, não temos acesso. Os festivais abrem pouco espaço para as produções latino-americanas. Depois do Cine Sul, no Rio, o Cine Ceará passa a ser o segundo a fazer isso".


"Os festivais acabam cumprindo a função de divulgar os filmes, que se repetem muito. Nós temos 50 produções nacionais por ano, então não tem filme inédito para todos. Isso gera uma característica técnica interessante: como a distribuição brasileira é ruim, os festivais assumem a função de divulgar e, neste sentido, prestam um grande serviço ao cinema nacional".



O olhar aguçado do crítico de cinema Luiz Zanin Orichio, que esteve presente no 16° Cine Ceará, em entrevista ao jornal Diário do Nordeste de hoje:

domingo, 11 de junho de 2006

premiados no CineCeará

Rodrigo Moreno (D) dirige Julio Chávez em "EL custodio". Foto Rizoma Films

O filme argentino "O guardião (El custodio), de Rodrigo Moreno, foi o grande vencedor do 16º Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo, que se encerrou na noite desta quinta, 8, em Fortaleza. O filme ganhou os prêmios melhor longa-metragem, diretor e ator, o excelente Julio Chávez.

Receberam dois prêmios o documentário mexicano "Ao outro lado", (Al otro lado), de Natalia Almada, prêmio especial do júri e montagem, trabalho da própria diretora. O comovente e estranho "Madeinusa" (Madeinusa), produção peruana dirigida por Claudia Llosa, recebeu os troféus de melhor roteiro, assinado também pela diretora, e melhor fotografia, uma escolha mais do que justa ao belo trabalho do cubano Raúl Pérez Ureta.

O melhor curta-metragem escolhido pelo júri da categoria foi "O maior espetáculo da terra", de Marcus Pimentel, de Minas Gerais. O filme dividiu o prêmio de direção com "Viva volta", de Heloísa Passos, produção paranaense, que se tornou o recordista na premiação ao também ser escolhido em duas outras categorias, montagem e som.

Além do júri oficial, a crítica presente ao festival decidiu atribuir prêmios aos longas "O guardião", pelas novas perspectivas narrativas, e "As tentações do Irmão Sebastião", de José Araújo, pelo fôlego criativo e ousadia na abordagem de tema original.

Lamentável a não premiação do ótimo "Play", da chilena Alicia Scherson, que mereceria, no mínimo, por duas categorias, roteiro e atriz. Mas...

Enzo Siciliano, escritor

foto Elisabetta Catalano

O romancista e ensaísta italiano Enzo Siciliano, que foi amigo do escritor Alberto Moravia e do poeta e cineasta Pier Paolo Pasolini, faleceu na última sexta-feira, 9, em uma clínica de Roma, devido a uma homorragia cerebral.

Enzo Siciliano tinha 72 anos. Em 1998 recebeu o Strega, um dos principais prêmios literários da Itália, pelo romance "I bei momenti", inspirada na vida e obra do compositor Mozart.

Siciliano é o autor de uma dezena de obras, várias delas traduzidas para outros idiomas, incluindo "Rosa local e desesperada" de 1973, " e "A princesa e o antiquário", de 1980, e "Coração e fantasmas" de 1990.

Um dos livros bem conhecido no Brasil é "Pasolini, uma vida", lançado três anos depois da morte de seu amigo, em 1975. Enzo Siciliano também foi presidente executivo da RAI, a televisão pública italiana, de 1996 a 1998, durante o primeiro governo de Romano Prodi.

sábado, 10 de junho de 2006

palavras e prêmios

foto Divulgação


"Fala-se que o filme nacional está tendo maior abertura, penetração, ou seja, que está atingindo um público maior. Tudo conversa fiada. O público de cinema no Brasil continua muito delemitado, principalmente para o cinema nacional. A televisão é um mercado praticamente fechado para o cinema brasileiro."


Palavras do cineasta cearense José Araújo. Seu segundo longa, "As tentações do irmão Sebastião", recebeu agora no 16º Cine Ceará Festival Ibero-americano de Cinema e Vídeo, o Prêmio Especial da Crítica, o troféu Eusélio Oliveira na categoria melhor de direção de arte, para Sérgio Silveira, e o Prêmio BNB de melhor longa do festival.