quinta-feira, 19 de abril de 2012

dia do Índio Galdino


Na madrugada do dia 20 de abril de 1997, cinco jovens de classe média alta de Brasília, atearam fogo no índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, que dormia num ponto de ônibus. Os burguesinhos alcoolizados e dementes acharam que o homem era mendigo, e disseram que pretendiam fazer “apenas uma brincadeira”, como se isso fosse "menos grave". O índio teve 95% do corpo queimado e faleceu horas depois no hospital.

Galdino voltava das comemorações do Dia do Índio, veio à Capital com outros sete líderes para pedirem pela recuperação de Caramuru-Paraguaçu, sul da Bahia, que são terras indígenas sagradas em conflito com fazendeiros. Chegou muito tarde dessas reuniões, cansado, com fome e sono, e a dona de uma pensão na W3 Sul não o deixou entrar.

Em 2001 os quatro criminosos maiores de idade receberam pena de 14 anos de prisão. Conseguiram alguns privilégios, como o direito de sair da cadeia para trabalhar e, desde 2004, 10 anos antes do previsto, estão em liberdade. Já foram vistos passeando em shoppings, filas de cinema... O único menor de idade, na época com 17 anos, ficou apenas três meses detido numa instituição para menores infratores.

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