quarta-feira, 9 de novembro de 2011

o nome do cinema

Este ano o cineasta norte-americano Nicholas Ray bateria a claquete de um século de existência. Dos vinte longas que dirigiu todos têm o que se pode chamar de humanismo ardente em seus personagens, principalmente quando retrata períodos marcantes, como foi em "Juventude transviada", de 1955, que projetou para o mundo o símbolo de uma época: James Dean.

Diferente da maneira operística dos belos westerns de John Ford, Ray caminhou pelo velho oeste ousando na narrativa não-linear, como em "Quem foi Jesse James" e o intrigante "Johnny Guitar".

"Sangue sobre a neve", "O Rei dos reis", "Cinzas que queimam", "Paixão de bravo"... alguns dos filmes imperdíveis que me vêm à memória agora, verdadeiras aulas de cinema, obras de um cineasta que brigava com os estúdios para fazer filmes autorais, de uma cinematografia própria. Por um longo tempo, Nicholas Ray foi "esquecido" pelos críticos de seu país. Foi a moçada de olhar atento do Cahiers de Cinéma que o descobriu como o mais importante cineasta do pós-guerra. Não foi à toa que Jean-Luc Godard imprimiu o termo "O Cinema é Nicholas Ray".

E este é o título da mostra que o CCBB apresenta com todos os seus filmes, em apresentações no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, iniciada no começo deste mês indo até 4 de dezembro.

No próximo sábado, 12, a viúva do cineasta, Susan Ray, estará em Brasília para um seminário e a exibição de "We can't go home again", versão de 2011 do filme realizado em 1973 em conjunto com alunos no período em Ray lecionou numa universidade em Nova Iorque.

É muito bom o bom cinema.

2 comentários:

Leny Rose disse...

Realmente dá vontade de ver todos os filmes, se pudesse faria um "pacote turístico de cinema". Podia vir pra Fortaleza tb.

Evandro Sampaio Vilanova disse...

Nirton, em São Paulo a Mostra ocorrerá a partir de 16 de novembro