sexta-feira, 14 de maio de 2010

Lampião não morreu!

 foto/montagem Arquivo NV

Lampião não morreu! Nem Maria Bonita!

Explicando: o cangaceiro viveu até os 96 anos em Buritis, interior de Minas Gerais, onde faleceu, deveras, em 1993.
Quem garante é o escritor mineiro José Geraldo Aguiar, que lança hoje em Brasília o livro "Lampião, o invencível", resultado de 17 anos de pesquisa, e que esteve com o próprio Virgulino, então comerciante e fazendeiro.

A polêmica está lançada.

6 comentários:

Claudio Eugenio Luz disse...

Ah, meu caro, quem me derá!

Paulo Kauim disse...

oi nírton, o ulísses guimarães também está vivo e é vizinho do renato matos em olhos d' água.

Ricardo Augusto disse...

Nirton, sem querer levantar pol... Ver maisêmicas, como aquela que você involuntariamente levantou quando falou de futebol, queria lhe perguntar uma coisa: Você não acha que existe uma tendência entre nós, brasileiros (e principalmente nordestinos), em "folclorizar" a miséria e a violência que se origina dentro dela, talvez para amenizar a chaga que isso representa dentro de nosso "tecido social"?
Assim sendo,tem-se como bonitos e folclóricos: a vida que o sertanejo leva, a casinha de pau-a-pique (que é reservatório do besouro transmissor da doença de Chagas), a maneira errada de falar, o analfabetismo, e a glorificação de "bandidos sociais", como Lampeão. Seria muito extenso falar aqui sobre o que os cangaceiros (e as volantes também!) fizeram por esse sertão a dentro, mas seria interessante ver um desses que se dizem "admiradores" de Lampeão, dando de cara com o dito cujo e seus "mininos"!
Principalmente se Zé Baiano estivesse com seu ferro de marcar em brasa o rosto das pessoas!

Nirton Venancio disse...

Kauim, Ricardo, fiquei interessado em ler esse livro... e lamentei n... Ver maisão poder assistir a palestra do escritor. No mínimo, acho muito curioso tudo isso: o cara passou quase vinte anos pesquisando uma suspeita (essa suspeita sempre existiu, ele não "inventou") que Lampião não tinha morrido, acha o dito cujo, conversa... é muita viagem! Quero ver os argumentos dele, as "provas"...
Quanto ao folclore que fazemos da miséria, creio que depende da maneira como falamos dela. Lampião teve motivos pra ser quem foi àquela época. Não era nenhum santo como não eram os coronéis que dominavam tudo. Há sempre um áurea mítica nesses personagens, não acha? Não é assim com Bily the Kid, Robin Hood e outros? i

Ricardo Augusto disse...

Deve ser bem interessante mesmo, Nirton. Vou at... Ver maisé procurar este livro. Mas não acho muito provável essa teoria!
Lembra aquela estória do Seu Lunga: Lá no Juazeiro, em um velório, a filha do falecido chorava e dizia para o defunto: "você vai voltar! Você vai voltar!" Seu lunga olhou prá dentro do caixão, viu o estado do "decujus" , balançou a cabeça e falou, pensativo : "Eu acho muito difícil!"

Quanto ao "Capitão Virgulino Ferreira, vulgo Lampeão"(era assim que ele se assinava), há livros muito bons e bem documentados sobre a vida e história dele, principalmente o de Billy Chandler e o de Francisco Pernambucano de Melo.que contam, baseados em documentos, como os cangaceiros evitavam ao máximo o encontro com a polícia, entravam somente em cidades pequenas e que não tinham condições de oferecer resistência, jogavam dinheiro para o povo nas ruas, justamente para fazer a população ficar de seu lado e, principalmente, como faziam acordos com coronéis para poderem conseguir armas, munição, mantimentos e até artigos de "luxo" no sertão, como whisky (Lampeão bebia Whyte Horse) e perfume francês (seu preferido era "fleurs dámour").
Inclusive, quandoo cooptado pelo Dr..Floro Bartolomeu para fazer parte do "Batalhão Patriótico" e lutar contra a Coluna Prestes, o fez apenas devido ao arsenal que recebeu e à patente de Capitão, além de saber que agora seria "um bandido dentro da lei"!
Só cometeu dois erros, em sua carreira: Uma tentar invadir Mossoró (RN), cuja população, em vez de fugir resistiu e acabou vencendo. O outro erro foi se "acoitar" na grota de Angicos, que não possuia saida.
Sou fascinado pela história do cangaço, mas não misturo isso com admiração pelo bandido em sí.

Por falar em história do cangaço, você certamente viu "Baile Perfumado"! Que filme, heim?

Nirton Venancio disse...

Ricardo, não sabia desse seu interesse pelo cangaço. Que ótimo! Também não creio nessa teoria que do livro lançado. Mas vou ler, vou me provocar. E se pudesse conversaria com o autor.
O historiador Pernambuco de Melo assegura que a cabeça cortada era de Lampião mesmo, mas ficou curioso com esse livro do mineiro. E nas montanhas de Minas é "bãodemás"., tem ET Varginha, Lampião...

Claro, vi "Baile perfumado" e gosto muito. É o primeiro filme de cangaço com um sertão verdinho, verdinho...