terça-feira, 30 de março de 2010

memória do tempo


"Quando tiramos uma foto, ela para o tempo e se torna uma espécie de cadáver."

"Eu diria que a fotografia não substitui o tempo, mas é a memória da história. Essa é sua vocação, ela não inventa as coisas. Podemos até inventar, mas aí a fotografia se torna um documento de nossas invenções. A foto serve, basicamente, ao deus cronos."

"Olho para os interiores como evocadores da psicologia interna pessoal das pessoas que ali moraram. Mesmo que não haja personagens, existem os traços de suas personalidades."

"Se os interiores são metáforas da alma de uma pessoa e a cidade, da coletividade da alma, Brasília é o desejo de criar uma nova vida."


Robert Polidori, fotógrafo canadense. Como bem definiu a reportagem do Correio Braziliense de hoje, há algo de surreal, datado, hiperrealístico e assustador em suas fotografias.

Em Brasília, a exposição "Retrospectiva" está no Espaço Cultural Contemporâneo.

Um comentário:

José Thadeu Ruiz disse...

Olá, descobri seu blog hoje, pesquisando sobre esse grande fotógrafo. realmente ele tem um trabalho belo e assustador, as fotos nos inquietam com a imobilidade da imagem.