domingo, 28 de outubro de 2007

Binoche sem proibições


"Eu fui convencida por uma jovem equipe que quer mudar a 'Playboy' como falar do corpo de uma maneira diferente, em lhe dar alma. Nós temos uma tendência de separar o corpo do espírito, o corpo das emoções. Nós colocamos o prazer à parte. De certa maneira, reivindicar este tipo de corpo na páginas da revista é um ato militante".


Esse tipo de justificativa sempre aparece quando uma personalidade é convidada e aceita posar nua para uma revista. Trocando um e outro termos, a conversa é a mesma. O que acredito mesmo é que pesou a contrapropo$$$ta da editora. Ou uma vaidade natural de quem se despe. Ou as duas razões ao mesmo tempo ali e agora. Lembro-me de uma entrevista da cantora Marina Lima no programa da Marília Gabriela dizendo que tirou a roupa para Playboy, em 1999, aos 44 anos, não somente pela grana, mas para dar uma melhorada na sua auto-estima.

E com um aninho a menos do que nossa fullgás cantora à época, a atriz francesa Juliette Binoche, estará desfeita de qualquer tipo de figurino nas páginas da edição francesa da Playboy. A revista chega às bancas (de lá!) na próxima terça-feira. Soube por um amigo que há muita gente reservando um exemplar, mas, com certeza, sem o alvoroço que aconteceu recentemente numa banca do Congresso Nacional (brasileiro!), quando os marmanjos engravatados estavam curiosos para ver as curvas que só o Renan Calheiros conhecia.

Mas estamos falando de Juliette Binoche, uma das melhores atrizes no cinema contemporâneo, que fez o depoimento acima. São outras curvas, são outras poses, serão outros olhares sobre as fotos. Ela tem seu encanto, tem uma beleza secreta, uma lânguida sensualidade. Desperta curiosidade vê-la como não se viu nos filmes e compartilhar desse "ato militante" que ela propõe...

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