terça-feira, 4 de outubro de 2005

Abel, o visionário


“Não são as imagens que fazem um filme, mas a alma das imagens”


A frase é de Abel Gance (1889-1981), cineasta francês. Mais do que um pioneiro, foi um verdadeiro visionário na história do cinema. Criou a Polyvision, sistema embrionário de projeção de filmes que viria a se chamar Cinerama, que consiste em tela tríplice. Graças a esse recurso ele exibiu seu clássico “Napoleón”, rodado durante quatro anos, com três câmeras simultâneas, principalmente as seqüências abertas de batalhas. Na exibição foram usados três projetores separados que jogavam em cada tela cenas que se interligavam, dando a sensação volumosa de realidade. Isso foi em 1926! Três anos depois Abel lançou o som estereofônico.
Considerado um lírico do cinema, Abel Gance atravessou duas guerras com o olho na câmera. Utilizou a tecnologia a favor da temática histórica e de uma dramaturgia impressionista, características que se pode comprovar numa filmografia de mais de vinte títulos. O citado “Napoleón”, sua obra-prima, foi remontado e revisto na década de 30 e 70. Em 1979, o cineasta Francis Coppola relançou o filme com uma nova cópia e trilha sonora criada por seu pai, Carmine Coppola.
Abel sabia o que dizia, pois captava a alma das imagens
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2 comentários:

Cris disse...

Adoro o seu blog, adoro o seu trabalho de pesquisa e as suas matérias. Parabéns!!

Adilson disse...

Caro Nirton,
Muito me orgulha ver o mulheres destacado em link no Olhar, muito obrigado. Daí, aproveito para lhe dizer que o link não está sendo possível porque no endereço você colocou .com.br e é só .com

Um grande abraço,
Adilson