sábado, 23 de fevereiro de 2008

sem perder a ternura

foto Arquivo/NV

“Eu gostaria que soubessem que cumpri duas tarefas: uma do Partido e outra do meu coração”.

A frase é da revolucionária alemã Olga Benário, famosa no Brasil por sua atuação ao lado do marido Luís Carlos Prestes, líder do movimento que entraria para a história brasileira como Intentona Comunista.

A Alemanha homenageia o seu centenário de nascimento. A histórica revolucionária , vítima do Holocausto judeu durante o domínio nazista, completaria um século de vida no último dia 12. Para prestar tributo, a Galeria Olga Benário de Berlim inaugurou uma pedra de tropeço em frente ao último endereço que ela ocupou na capital. A placa foi instalada no bairro berlinense de Neukölln e inaugurada pela filha Anita Leocárdia Prestes, nascida em um campo de concentração.

Pedras de tropeço são pequenas placas de latão presas nas calçadas em frente a locais aonde moraram vítimas das atrocidades nazistas. Nessas pedras estão escritos o nome, as datas de nascimento e de deportação e uma referência ao que aconteceu. Em toda Europa são encontradas mais de 13 mil placas semelhantes.

Pena que o filme "Olga", dirigido por Jaime Monjardim há quatro anos, não está à altura da personagem, nem do livro homônimo de Fernando Morais, no qual o roteiro de Rita Buzzar foi inspirado.

No início da produção, em 2001, o diretor Luiz Fernando Carvalho, de "Lavoura arcaica", foi convidado para dirigir o filme e no papel principal estaria Patrícia Pillar.

Um comentário:

André Renato disse...

O filme é realmente um desperdício... É o paradigma do mau cinema! Fico imaginando agora como seria se Luiz Fernando Carvalho tivesse mesmo dirigido...