quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Coutinho, o fim e o começo

Quando o cineasta Carlos Reichenbach morreu, em 2012, não consegui escrever uma linha aqui, nem na minha página no Facebook. Éramos amigos, e um ano antes, no Festival de Brasília, logo que me viu, me deu um beijo na testa, agradecendo um texto que fiz sobre ele.
Agora, chocado com a morte de outro mestre do nosso cinema, Eduardo Coutinho, também não conseguia escrever uma linha sobre a tragédia... Li as noticias na internet, as postagens no Facebook... e não conseguia dizer nada. Meu silêncio só chorava.

Insone que estou nesta madrugada, atravessando uma tormenta pessoal há meses, Coutinho, um cabra que não estava marcado pra morrer assim, me desperta estas linhas traçadas de meu lamento sertanejo. E me trouxe a lembrança e a saudade do Carlão.

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