quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Salvatores

"como eu não sei rezar / só queria mostrar / meu olhar, meu olhar, meu olhar..."
- Renato Teixeira, 1978


Salvatore Cascio no papel Salvatore Di Vita, o pequeno devoto da sétima arte no templo de Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore, 1988.

massagem

"Um miau massageia o coração." 
- Stuart McMillan, fotógrafo


Elizabeth Taylor fotografada por Daniel Angli, Paris, 1971

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Young


"but I'm all alone at last..."

Neil Young, trecho de Oldman, do disco Harvest, 1972.

O cantor fotografado por Danny Clinchbody, 2016

saudade de te procurar


"Saudade quero ver pra crer / saudade de te procurar / na vida tudo pode acontecer / partir e nunca mais voltar..."
- Otto

sós

"Eu estou só. O gato está só. As árvores estão sós. Mas não o só da solidão: o só da *solistência."
- Guimarães Rosa


*Termo usado pelo escritor mineiro para definir a solidão da existência de tudo que vive.

Acima, James Dean e seu gato Kitten Curtis fotografados por Richard C. Miller, 1955.

caféCardia


civilização egípcia

foto Yulia M

"A veneração dos egípcios pelos gatos não era nem tola nem infantil. Por meio do gato, o Egito definiu e refinou sua complexa estética." 
- Camille Paglia, ensaísta e crítica de arte

terça-feira, 20 de setembro de 2016

eu vou tomar aquele velho navio

"Oh minha honey baby, baby, baby / Honey baby... / Sim.../ eu estou tão cansado / mas não pra dizer / que eu estou indo embora..."
- Wally Salomão, trecho de "Vapor barato", 1971


Fernando Alves Pinto e Fernanda Torres em "Terra estrangeira", de Walter Salles e Daniela Thomas, 1996.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

os segredos dos museus

"Os museus guardam os piores segredos do poder e das pessoas."

O reflexivo, perturbador e imperdível Francofonia, de Alexander Sukorov, 2016.

o samurai do cinema

"Pegue meu eu, subtraia dele filmes e o resultado será zero", dizia Akira Kurosawa.

Parafraseando o mestre japonês, subtraia da cinematografia mundial os seus filmes e o Cinema ficaria perto de zero.

Assim como Yasujiro Ozu dissecava de forma minimalista os sentimentos humanos, Kurosawa simetricamente fazia o mesmo com seus belíssimos filmes de narrativa operística, épica.

Hoje, 18 anos subtraídos de sua presença.

aspas


atualizando o aplicativo


arte e poder

"Os interesses do Estado e das artes raramente coincidem"

Francofonia, de Alexander Sukorov, 2015, é um exemplar de reflexão sobre arte e poder em uma fluente narrativa de documentário e ficção.

Os temas que se entrelaçam nas relações humanas e artísticas, da política e da história, da bestialidade das guerras e da eternidade da arte, têm o Museu de Louvre como guarda e detentor simbólico da civilização.

O cineasta russo se supera em genialidade a cada filme.

Abaixo, os atores Louis-Do de Lencquesaing e Benjamin Utzerath, respectivamente o diretor do Louvre Jacques Jaujard, e Conde Wolf-Metternich, general da ocupação nazista em Paris.

o cangaceiro

foto Marco Antonio Cavalvalcanti

"Perdi as contas de quantos convites recebi para fazer cangaceiro. Respondia sempre a mesma coisa: 'Já fiz um cangaceiro para não fazer mais nenhum'"
- Othon Bastos

O ator e seu icônico personagem Corisco de Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha, 1964, no catálogo da mostra O Cinema de Othon Bastos, CCBB-Brasília, 2011.

o futuro antigamente

"Enquanto as descrições de mundos futuros invariavelmente estimulam a imaginação, nada envelhece tão rápido quanto o futuro, pois o presente está sempre nos seus calcanhares."
- Jean-Claude Carrière, roteirista.

A atriz Brigitte Helm nos calcanhares do futuro de Metropolis, ficção científica alemã dirigida pelo austríaco Fritz Lang, 1927.

o gladiador do cinema

“As filmagens tiveram imensos problemas. Jean Simmons teve de ser operada de urgência, Kirk Douglas chegava muitas vezes atrasado e apanhou um vírus durante dez dias, Peter Ustinov, Laurence Olivier e Charles Laughton tinham compromissos urgentes pelo mundo e Tony Curtis tinha um pé engessado por ter torcido o tendão de Aquiles. Além disso, Dalton Trumbo fazia alterações no roteiro todos os dias.”

Trecho do ótimo Stanley Kubrick – Filmografia Completa, de Paul Duncan, publicado em 2003, sobre a complicada produção de Spartacus, épico rodado em 1960, com locações em Madrid e California, baseado no romance homônimo de Howard Fast.

Kubrick dizia que fez de tudo para tornar a história autêntica, pois achava o roteiro muito bobo, mesmo escrito por um nome do porte de Dalton Trumbo, que esteve na lista negra de Hollywood na época do macarthismo.

Contando a saga do gladiador que nasceu escravo e luta na arena pelo fim da escravidão no sangrento Império Romano, o filme é um exemplar de direção cinematográfica, com uma perfeita condução dramática dos conflitos entre os personagens e a coreografia externa das grandes locações.

terça-feira, 6 de setembro de 2016