terça-feira, 31 de maio de 2016

Jim e Joe

O cineasta Jim Jarmush e Joe Strummer, vocalista da banda The Clash, no set de filmagem de Mistery Train, 1989.
O cantor interpreta o desempregado Johnny Aka Elvis em um dos episódios que se entrelaça em mais duas histórias, com narrativa de humor cru e irônico sobre a figura mítica de Elvis Presley.

à margem da imagem

“Fotojornalismo não existe mais. Muita foto de arte, muito Photoshop. É tudo decoração. Não há mais tempo para elaborar um bom trabalho”
Desabafo da fotógrafa norte-americana Mary Ellen Mark em 2013, que faleceu em maio do ano passado, aos 75 anos.
O trabalho de Ellen, declaradamente influenciado pelo perfil estético de Cartier-Bresson, é um mergulho profundo nos seres humanos à margem de tudo: os artistas de circos mambembes, os homeless, os internados em hospitais psiquiátricos, as pessoas não visíveis, os outsiders, algumas incômodas pelo bizarro.
Mary foi uma apaixonada por cinema e fez still de muitos filmes, como alguns de seu amigo Federico Fellini.
Acima, imigrantes turcos, Istambul, Turquia, 1965.

esperar é com os pássaros

Pacientemente, os passeriformes esperam o diretor Alfred Hitchcock orientar os atores Jessica Tandy, Rod Taylor, Suzanne Pleshette e Tippi Hedren em cena de Os pássaros (The birds), 1963.

"come play us, Danny"

As irmãs gêmeas Lisa e Louise Burns, que interpretam as assustadoras fantasminhas em O iluminado, (The shining), de Stanley Kubrick, 1980, preparam-se para a cena na sala de jogos de um hotel, onde convidam o garoto Danny, que tem percepção extrassensorial.
Essa é uma das mais apavorantes cenas de um dos melhores filmes de terror psicológico.
Baseado em romance do especialista no gênero Stephen King, Kubrick realizou um dos mais inteligentes filmes de suspense, explorando com destreza de mestre a tensão de uma família presa no hotel por uma tempestade de neve, cheio de hóspedes fantasmas, e um zelador, vivido por Jack Nicholson, influenciado por uma presença sobrenatural.

Edmilson

Edmilson, 10 anos, pela manhã ajuda o pai na agricultura na Comunidade Quilombola Sítio Veiga, Quixadá, CE, estuda à tarde, faz os deveres à noite.

o último voo

"Sertão, olha o Concorde / que vem vindo do estrangeiro... "
- Belchior

13 anos do último voo do mais belo e mais rápido que o som.

"I sure do wish I was at home"

“Tenho que falar sobre a introdução de John Bonham em ‘Good Times Bad Times’, no primeiro álbum. Isso mudou o mundo da bateria do dia para a noite. Isso foi em 1968. Tivemos 12 anos de bateria de John Bonham sendo apreciada por todo o mundo da música – o fato é que ele mudou o modo de tocar bateria, a percepção da apreciação da bateria e do mundo da música.”
Guitarrista Jimmy Page sobre o baterista e a faixa de abertura no álbum de estreia da banda, Led Zeppelin, com a icônica capa com a imagem do dirigível Hindenburg incendiando.
Bonham é merecidamente um dos maiores bateristas de todos os tempos, ao lado de Keith Moon, do The Who, e Ginger Baker, do Cream.
As constantes viagens da banda fizeram John Bonham mergulhar de cabeça na bebida. Foi a forma que encontrou para amenizar a ausência da família, de casa, ao contrário do estigma que se faz de um roqueiro.
Hoje ele faria 68 anos, mas se foi aos 32, em 1980, depois de uma noite com 40 doses de vodka.

mais além

“Esta manhã, antes do alvorecer, subi numa colina para admirar o céu povoado, e disse à minha alma: 'Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos? ' E minha alma disse: 'Não, uma vez alcançados esses mundos prosseguiremos no caminho.'"
Walt Whitman, o grande poeta da América, o pai do verso livre.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Santa Joana

Baseado nos documentos históricos do julgamento, A paixão de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d'Arc), foi o segundo filme produzido, em 1928, sobre a jovem camponesa de 19 anos, modesta e analfabeta, que conduziu o exército francês contra o inglês durante a Guerra dos Cem Anos, acusada pela Igreja Católica porque teria recebido de Deus a tarefa de libertar a França. Presa e torturada, a moça foi queimada viva, em bárbaro auto-de-fé, que eram os eventos de penitência realizados em praça pública pela tal Santa Inquisição.
Dirigido pelo dinamarquês Carl Theodor Dreyer, o filme é considerado praticamente o primeiro, por ser superior ao de Cecil B. DeMille, Joana D’Arc – A donzela de Orléans (Joan, the woman), de 1916.
Ainda na era do cinema mudo, a direção de Dreyer se destaca em seu pioneirismo pela fidelidade dos fatos, inovação estética e ausência de glamour dramático.
Os perfeitos enquadramentos de câmera fazem parte da construção da linguagem cinematográfica que nascia. O diretor não usou maquiagem nos atores, para que na composição dos planos fechados sobressaíssem as expressões faciais.
Banido à época da Inglaterra, para não mostrar a heroína atormentada por soldados ingleses, os negativos do filme foram misteriosamente “sumidos”. Mais de cinquenta anos depois, o que se tem hoje são cópias remasterizadas a partir de uma cópia encontrada curiosamente em um hospício em Oslo, na Noruega, na década de 80.
A atriz Marie Falconetti é reconhecida como a melhor interpretação de Joana,D'Arc, superior a outras como a de Ingrid Bergman por duas vezes, em 1948 no filme de Victor Fleming e em 1951 no de Roberto Rossellini, Jean Seberg em 1957 sob a direção de Otto Preminger, Florence Delay no filme de Robert Bresson, e a composição pop-andrógina da ucraniana Milla Jovovich na produção do maridão Luc Besson.
A Igreja Católica canonizou a jovem em 30 de maio 1920, instituindo o dia em sua homenagem, em reparação à brutalidade cometida em 1491.

o futuro antigamente

A atriz Brigitte Helm nos intervalos de Metropolis, ficção científica alemã dirigida pelo austríaco Fritz Lang.
Brigitte ficou famosa logo em sua estreia, interpretando o duplo papel da operária Maria e a Andróide.
Produzido em 1926, o filme é ambientado cem anos à frente, ou seja, daqui a uma década. O impressionante dessa obra-prima do expressionismo, é percepção futurista do enredo, com cenários e conflitos tão atuais.

sábado, 28 de maio de 2016

você me dá bandeiras

28 anos hoje sem Alfredo Volpi, um dos pintores mais importantes do modernismo brasileiro.
Continuamos com suas cores, janelas e bandeirinhas.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Cate

A bela atriz Cate Blanchett fotografada por Annie Leibovitz, 2015.

la hermosa

Penelope Cruz fotografada por Annie Leibovitz, 2015.

o cinema

1960, set de filmagens de "A doce vida" (La dolce vita).
O diretor Federico Fellini recebe a visita do amigo e corroteirista Pier Paolo Pasolini.

À mesa, os atores Marcelo Mastroianni e Anouk Aimée.

Fellini

Federico Fellini no set de filmagem de Boccaccio '70, 1962.
Ao lado de Vittorio De Sica, Luschino Visconti e Mario Monicelli, Fellini é um dos diretores dos quatro episódios que compõem o longa, uma comédia com roteiro inspirado no clássico Decameron, de Giovanni Boccaccio, escrito no século XII.

o Messias

A doce vida (La dolce vida), de Federico Fellini, 1962, é todo cheio de cenas emblemáticas, como a abertura, com a sequência da estátua do Cristo sobrevoando Roma, não por milagre, mas transportado por um helicóptero, dentro do qual estão os repórteres sensacionalistas e um fotógrafo paparazzi - termo que acabou sendo incluído no vocabulário mundial.
Começo dos anos 60 e a Itália mergulhava em um otimismo desvairado. Acabara a guerra e ninguém queria mais saber do cinema neorealista - do qual o próprio Fellini havia emergido, simplesmente porque não se desejava recordar a violência, a miséria, a humilhação.
A vida era bela. Achava-se.

o cinema

O diretor Vittorio de Sica e menino Enzo Staiola, no set de filmagens de Ladrões de bicicleta (Ladri di biciclette), 1948, expoente máximo no cinema neorrealista.

o cinema

1983, set de filmagens de E la Nave Va, de Federico Fellini.
Contra-regras erguem o rinoceronte ilusionista e apaixonado, flutuando em M bote salva-vidas, uma das cenas mais emblemáticas de um dos mais emblemáticos filmes em homenagem ao cinema.
Como disse o escritor Peter Bondanella, conceituado estudioso da cinematografia italiana, “em nenhum outro lugar o amor de Fellini pelo cinema é tão evidente quanto em 'E la Nave Va'”.

a evolução da imagem

Da câmera Arrow 50 ao Drone.

a equipe de Rocco

1960, set de filmagem de Rocco e seus irmãos (Rocco i suoi fratelli), um dos mais representativos filmes de Luschino Visconti de sua fase neorrealista.
O diretor orienta os atores Alain Delon e Annie Giradort em uma locação em Milão.

Kate

A beleza da atriz inglesa Kate Winslet fotografada por Miller Mobley, 2014.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

a lenda do blues

Há uma lenda que o bluesman Sonny Boy Williamson II morreu enquanto dormia, em 25 de maio de 1965.
A história de Williamson é cheia de mistérios, contradições e hipóteses nos seus 52 anos de vida, a partir da data de nascimento.
Na biografia Don't Start Me Talkin, escrita por William E. Donoghue, 1997, encontramos várias histórias curiosas que fizeram do gaitista, compositor e cantor uma lenda do blues, literalmente.
Sonny, que supostamente fora batizado Aleck "Rice" Miller, passou a usar vários nomes... Willie Williamson, Willie Miller, Little Boy Blue, The Goat, Footsie, até assumir como ficou definitivamente conhecido, retirado de Sonny Boy Williamson, outro tocador de harmônica, morto em 1948. O Sonny II teria adotado o nome para encobrir sua fuga da penitenciária de Angola. E nunca se soube por qual acusação estivera atrás das grades. Especulou-se que fora pelo simples roubo de uma mula.
Entre tantas outras histórias, o músico teria presenciado a morte por envenenamento do notório Robert Johnson, aquele que fizera um pacto com o diabo numa encruzilhada.
O importante é que Sonny Williamson II deixou clássicos da história do blues nativo, e mexeu com a cabeça de músicos como Eric Clapton, Jimmy Page, Mick Jagger...

Miles Davis 90

O trompetista, compositor e bandleader de jazz Miles Davis, que hoje faria 90 anos, fotografado por Annie Leibovitz em 1988.

o Conde da Transilvãnia

Em 26 de maio de 1897 o escritor, poeta e contista irlandês Bram Stocker publica o romance gótico Drácula, considerada sua maior obra.
Sem dúvida, o livro é a quinta essência da literatura sobre vampiros, que reverberou na moderna ficção sobre o tema.
O personagem foi inspirado em seres bem antes do que se supõe lobisomens e outros demônios lendários.
O vampiro é uma figura de tal modo dominante no gênero de terror, que a historiadora literária Susan Sellers coloca o morto-vivo como personificação do medo do patriarcado vitoriano, o pavor existente nos pesadelos humanos, o mais fiel representante do que se define como parasita, sanguessuga, aproveitador. TEMERoso.

a bandeira da música

Em 1978 foi lançado um dos mais importantes discos da música brasileira, Bandeira de aço, do cantor, compositor e percursionista maranhense José de Ribamar Viana, conhecido como Papete.
Naqueles ainda anos de chumbo da ditadura militar, um movimento musical na capital São Luiz reuniu vários artistas que representavam força e resistência com seus trabalhos. A manifestação de teatro, música e poesia sediou em um casarão o Laboratório e Expressões Artísticas, e derivou o MPM - Musica Popular Maranhense, com nomes que sintetizam a mais expressiva música do estado.
Papete fez parte dessa movimentação, ao lado de outros grandes nomes, como Ronaldo Mota, Sérgio Habibe, Josias Sobrinho, César Teixeira. Bandeira de aço, pela inovação dos timbres, arranjos melódicos de cordas e sopros, qualifica-se como uma obra única, emblemática do período. Soma-se às qualidades do disco, a pulsante e singular percussão de Papete.
O compositor foi embora hoje, com sua bandeira para outras dimensões.

cabelo de milho

Cabelo de milho é um dos melhores discos do cantor e compositor Sivuca, entre os quase 40 que gravou, aqui e no exterior.
A última faixa do lado B é a cinematográfica Feira de Mangaio, composta em parceria com Glorinha Gadelha, sua companheira de vida até os últimos momentos, quando faleceu em 2006.
Hoje ele faria 86 anos de vida com seus cabelos de milho ao vento.

cônvaco

Atriz Cate Blanchett fotografada por Annie Leibovitz, 2015.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

por que você faz cinema?

"Para chatear os imbecis / Para não ser aplaudido depois de sequências dó-de-peito / Para viver à beira do abismo / Para correr o risco de ser desmascarado pelo grande público / Para que conhecidos e desconhecidos se deliciem / Para que os justos e os bons ganhem dinheiro, sobretudo eu mesmo / Porque, de outro jeito, a vida não vale a pena / Para ver e mostrar o nunca visto, o bem e o mal, o feio e o bonito / Porque vi 'Simão no Deserto' / Para insultar os arrogantes e poderosos, quando ficam como cachorros dentro d’água no escuro do cinema / Para ser lesado em meus direitos autorais."
Resposta do cineasta Joaquim Pedro de Andrade, que hoje faria 84 anos, publicada no jornal Libération, Paris, em maio de 1987.
Musicada por Adriana Calcanhoto, gravada no cd A fábrica do poema, 1994.

o homem de paz na guerra

O húngaro Robert Capa foi um dos mais célebres fotógrafos de guerra.
Com sua câmera em punho, fez imagens da Guerra Civil Espanhola, Segunda Guerra Sino-Japonesa, a Segunda Guerra Mundial na Europa e Norte da África, a Guerra árabe-israelense de 1948 e a Primeira Guerra da Indochina, onde faleceu ao pisar numa mina, em 25 de maio de 1954.
Seu corpo foi encontrado com as pernas dilaceradas. A câmera intacta nas mãos.
Nessa foto de 1945, na França, Capa antes de sair para a Alemanha com as forças americanas, onde saltou de paraquedas.

terça-feira, 24 de maio de 2016

os grãos

Desde 2005, a Associação Brasileira da Indústria de Café incorporou ao nosso calendário hoje como o Dia Nacional do Café.
A argumentação é que no dia 24 de maio, lá por volta de 1727, chegaram as primeiras mudas dos grãos trazidas da Guiana Francesa para Belém, no Pará.
Se isso tem fundamento ou não, vai aqui a minha homenagem aos trabalhadores dos cafezais, com essa belíssima obra de Cândido Portinari, Colhedores de Café, de 1935.
Um brinde quentinho!

o carteiro Zimmerman

"Não sou eu. São as músicas. Eu sou só o carteiro. Eu entrego as músicas."
- Bob Dylan


75 anos do "carteiro" Mr. Robert Allen Zimmerman.

uma palavra

"Uma
palavra
escrita é uma
palavra não dita é uma 
palavra maldita é uma palavra
gravada como gravata que é uma palavra
gaiata como goiaba que é uma palavra gostosa."

Ricardo de Carvalho Duarte, mais conhecido como Chacal, é um dos poetas brasileiros mais importantes da chamada poesia marginal dos anos 70, ou geração do mimeógrafo, ou escritores anárquicos... rótulos que hoje não têm a mesma importância.
O importante é que o poeta carioca, que hoje faz 65 anos, nunca parou de produzir, sempre lançando livros, peças de teatro, letras de música, com sua poesia rápida, atualíssima, provocativa, mais pro rock do que pra Bossa.

bela Kristin

A bela atriz Kristin Scott Thomas, aos 56 anos hoje, fotografada por Patricia McMahon.

beat acelerado

Dylan Thomas era um anjo torto. Bebia pra caramba. Homem de gestos largos, teatral na recitação dos seus poemas, e quando foi para os Estados Unidos, no começo dos inquietos anos 50, tornou-se uma espécie de inspiração para aquela turma da geração beat que aprontava todas.
Tanto foi que um moço batizado Robert Allen Zimmerman, hoje fazendo 75 anos, que veio a ser um profeta da música folk-rock americana, passou a se chamar Bob Dylan em sua homenagem.
O poeta fotografado por Man Ray, 1946.

três mães

A Lua Crescente é virginal, delicada. É donzela.
A Lua Cheia é grávida, prenhe de vida. É mãe.
A Lua Minguante é sábia, poderosa. É anciã.

Nessas três fases da Lua se configura a crença da religião matriarcal na mitologia celta. De lado, por último, para conservar o três como número sagrado, a Lua Nova significa a Rainha Fantasma, a morte para onde seguia a Minguante.
Para os celtas, assim como em todas as religiosidades, doutrinas e fé, a morte não é o fim, é um recomeço, início de um novo ciclo. As fases da lua se repetem. Os seres continuam. A força é da mulher, senhora do destino, sacerdotisa, druida, que alinha o trabalho da humanidade em seus ciclos menstruais.
Boa parte da Europa Ocidental pertencia a povos designados celtas. E por lá se comemora hoje o Dia da Tríplice Deusa.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

capela


foto Nirton Venancio

Capela São Pio.
Comunidade Quilombola Sítio Veiga
Serra do Estevão, Quixadá, Ceará, Brasil, 2016

lua crescente

foto Nirton Venancio

lua crescente
o escuro cresce
a estrela sente

 Paulo Leminski


quem é Tommy

Hoje, 47 anos do lançamento de um dos mais importantes discos da história do rock: Tommy, da banda inglesa The Who.
O álbum duplo, com 24 faixas, conta em narrativa de ópera, a história fictícia do Tommy Walker, que teve o pai de volta da Primeira Guerra Mundial, depois de considerado perdido nos campos de batalha. O grande trauma de Tommy foi, aos sete anos de idade, presenciar o pai ser morto pelo o amante de sua mãe.
Todas as músicas foram compostas pelo guitarrista Pete Townshend, com vogais de Roger Daltrey. Naquele começo de 1969, os complexos arranjos de riqueza musical do disco, lançou o gênero que se denominou ópera-rock.

domingo, 22 de maio de 2016

cinema e educação

foto Alex Meira

Palestra Cinema e Educação
I Jornada de Audiovisual - IFCE
Quixadá, Ceará, Brasil, 2016

sábado, 21 de maio de 2016

ouro para o cinema

Cinema Novo, de Eryk Rocha, sobre o movimento cinematográfico nascido no Brasil que revolucionou a criação artística nos anos 60, ganhou prêmio Olho de Ouro, categoria Melhor Documentário, no Festival de Cannes.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

tudo que há

"Tudo é energia. E isso é tudo que há. Sintonize a frequência que você deseja e, inevitavelmente, essa é a realidade que você terá. Não tem como ser diferente. Isso não é filosofia. É física."
- Albert Einstein


Hoje, Dia do Físico, minha homenagem ao querido compositor, cantor, ator e físico Rodger Rogério.

Tudo nele é energia da boa.

Estamos sintonizados na sua frequência.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Vênus para sempre

O Nascimento de Vênus, têmpera sobre madeira, belíssima pintura sobre madeira, do renascentista Sandro Botticelli, exposta na Galleria degli Uffizi, em Florença.
Interessante como o cinema tentou reproduzir intencionalmente a cena da deusa Vênus, emergindo esplendorosa de uma concha, sendo levada à margem pelo sopro de Zéfiro, que representa o vento que vem do oeste.
Como uma deusa-sereia, Ursula Andress surge fascinante do mar em uma cena de 007 contra o Satânico Dr No, de Terence Young, 1962.
Com mais precisão, a cena foi reproduzida em As aventuras do Barão Munchausen, de Terry Gilliam, 1989, com outra deusa blonde e diáfana, uma Uma Thurman pré-Kill Bill no papel de Vênus.
No filme holandês A excêntrica família de Antonia, de Marleen Gorris, 1995, uma das personagens é vista como Vênus, remetendo ao significado da pintura.
Até o desenho animado Os Simpsons fez uma referência direta ao quadro, em um episódio nos anos 90, quando um personagem vê a colega de trabalho por quem se apaixona.
Muitas capas de revistas de moda fizeram alusões à cena de Botticelli, com modelos famosas e biquínis de grifes.
A musa pop cameloa da música dance eletrônica, Lady Gaga, é confessadamente uma admiradora da obra. Em seu disco Artpop, de 2013, a capa utiliza em recursos estilizados a estampa de O nascimento de Vênus, como sampleando a pintura clássica. No clipe promocional do álbum, com (não à toa) o single Vênus, a cantora com os longos cabelos em cascata como da deusa, usa um provocante biquíni de concha.
Até na moeda de 10 centavos do Euro, Vênus aparece impressa em suave relevo. Mas é minimizar demais: a referência merece valor muito maior de circulação hoje nos 506 da morte do pintor.

Halle bela

Atriz Halle Berry fotografada por Andy Moss, 2012.

um filme único

Em 17 de maio de 1931 foi projetado pela primeira vez o primeiro e único filme de Mário Peixoto, Limite, no Cinema Capitólio, em sessão organizada pelo Chaplin Club, um cineclube criado por cinéfilos no Rio Janeiro.
O que seria apenas uma exibição de um filme esquisito dirigido por um cineasta de poucas palavras, ganhou notoriedade, provocou debates, estimulou estudos sobre a novata sétima arte, influenciou cineastas pelo mundo. É um marco no cinema brasileiro. Nunca teve uma distribuição comercial. Ao longo dos anos, foi exibido em mostras, aberturas de festivais, e há promessa de lançamento em blu-ray.
Em 2008, o cineasta Martin Scorsese, um entusiasta da obra brasileira, promoveu através de sua ONG World Cinema Foundation, a restauração da película, em cópia 35mm.
Limite é o que se chama de cinema puro. Está no mesmo nível de O encouraçado Potemkin, de Serguei Eisenstein, e outros filmes seminais. Os enquadramentos, os movimentos de câmera, a fotografia preto-e-branco, a montagem, os conflitos e a dissecação da alma dos personagens... O cinema comprometido com uma arte que nascia.

saque o sax

O belga Antoine Joseph Sax foi um dos mais importantes construtores de instrumentos musicais. Fez umas mudanças no clarinete, deu um corpo mais metálico e uma palheta de madeira semelhante: inventou o saxofone, patenteado 1841, exatamente em 17 de maio.
A casa onde nasceu em Dinant, município perto de Bruxelas, foi transformada em “La Maison de Monsieur Sax”, na rua que tem seu nome.
Sax com um sax está sempre num banco para receber os visitantes e uma selfie ao seu lado.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

o ilegítimo



"Impressionante a mediocridade de Temer entrevistado pela Globo! Não tem nada a dizer! Fica até difícil reagir de forma indignada diante de uma figura tão inexpressiva! Presidente interino havaianas, 'não entorta, não solta as tiras e não tem cheiro'. Temer é uma espécie de genérico, ou melhor, placebo, uma substância inócua e inerte apresentada como tendo efeitos curativos!"
-Ivana Bentes, jornalista

Cauby, Cauby

"Eu mesmo fui uma Conceição. Era um sujeito pobre e me fizeram famoso, mas, ao contrário da letra, eu não me arrependi"
Cauby Peixoto disse uma vez em entrevista, sobre o seu mais emblemático sucesso, o samba-canção Conceição, de Jair Amorim e Dunga, lançado em 1956, em vinilzão de 78rpm, pela então Continental.

O grande Cauby, que se foi no final da noite de ontem, aos 85 anos, dizia também que na época em que as fãs lhe rasgavam nos palcos ele era o “Elvis do Brasil”.
Entre Conceição e Elvis, será sempre o nosso querido Cauby do Brasil.
O cantor em foto da década de 50.

like a Bob Dylan

50 anos hoje do lançamento de um dos melhores discos de Bob Dylan, Bonde on Blonde, que completa a trilogia de álbuns de rock que o pardo de Minnesota gravou, começando com Bringing It All Back Home e Highway 61 Revisited, ambos de 1965.
O disco é excelente. As canções e as letras discursivas definem bem a mistura única do visionário e do coloquial que Mr. Zinnemman se tornou ao longo de sua carreira.

domingo, 15 de maio de 2016

I'm very crazy about Lucille

Nenhuma outra parceria musical tem uma história tão longa como a da lenda de blues B.B. King e sua guitarra Lucille.
O modelo Gibson é uma rainha de ébano e ouro com o nome do rei em seu cabeçote.
Hoje faz um ano que Lucille está "viúva."