segunda-feira, 31 de outubro de 2016

cometa Drummond



“No ar frio, o céu dourado baixou ao vale, tornando irreais os contornos dos sobrados, da igreja, das montanhas. Saímos para a rua banhados de ouro, magníficos e esquecidos da morte que não houve. Nunca mais houve cometa igual, assim terrível, desdenhoso e belo.”
Assim registrou em seu diário o pequeno Carlos aos 7 anos de idade, quando e como viu deslumbrado o cometa Halley passar nos céus de Itabira, em 18 de maio de 1910.
Hoje Drummond de Andrade faria 114 anos.
Naquela noite do último dia de outubro de 1902, um anjo desses que vivem nas montanhas de Minas, disse: vai, Carlos! ser engenhoso e belo na poesia.

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