terça-feira, 27 de outubro de 2015

dejáme ver

“Dejáme entrar, dejáme ver algún día como me ver tus ojos”

Julio Cortázar e Carol Dunlop, fotógrafa e também escritora.
Os dois viveram uma das mais belas e intensas história de amor.


Durante dois anos moraram numa kombi, viajando entre Paris e Marselha, quando escreveram Os autonautas cosmopolitas, publicado em 1982, ano em que Carol morreu de uma doença à época misteriosa.

Na biografia Julio Cortázar, publicada em 2011, escrita pela jornalista uruguaia Cristina Peri Rossi, amiga do casal, defende a tese que a esposa morreu de AIDS, transmitida por Cortázar, contaminado por uma transfusão de sangue na França em 1981. O escritor, já deprimido, morreu dois anos depois, em fevereiro de 1984.

O cineasta canadense Tobin Dalrymple está finalizando o documentário “Julio & Carol”, tendo como fio condutor o citado Autonautas, uma espécie de diário a quatro mãos sobre os últimos anos juntos.

A frase acima é da novela Rayuela, que Cortázar publicou em 1963, quando ainda não conhecia Carol e só viria a encontrá-la em 1977. Mas cabe muito bem como legenda na foto acima: a literatura inovadora e original do escritor argentino é marcada pelo amor.

Nenhum comentário: