sábado, 18 de abril de 2015

por que faço cinema?

 foto Laura Oliveira
O dedo em riste apenas aponta as palavras que vêm do coração para o coração do outro lado. Conversar com o compositor e artista plástico Sérgio Pinheiro,  uma figura admirável, foi um dos melhores momentos nas mais de 100 entrevistas que fiz até agora para o documentário Pessoal do Ceará - Lado A Lado B, um longa-metragem dividido em dois, de 1h30 cada, os tais lados, para dar uma ordem cronológica. 

O que compensa as extremas dificuldades financeiras, e outras logísticas, na realização desse filme sem edital e tais, é o contato com tanta gente com tantas histórias e tantas surpresas que veremos na tela. E espero, em tantas telas.

Sempre me perguntam quando será a estreia. Digo que será. Não tenho prazo nem pressa. Pago um preço, e mesmo assim, mais clamo do que reclamo. Estou na viagem, e sei que chegarei na estação final, onde haverá uma tela branca para projetar o filme. Entendo a ansiedade, o que desperta o tema. O avesso que questiono. 

Não faço concessões. Agrego sessões de amigos que topam o desafio e serei sempre grato a eles.

Alguns obstáculos na pista, alguns empecilhos, umas vaidades, e tanto "valha-me Deus!" de tudo que se possa imaginar numa produção dessa, deram-me e continuam dando motivos para desistir. Mas há muito desisti de desistir.

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