domingo, 28 de julho de 2013

Renato Godá

Misture Leonard Cohen, Tom Waits e Serge Gainsbourg: Renato Godá. É só uma citação, uma referência do que é simplesmente muito bom nas canções do mundo. Renato Godá tem identidade própria, tem estilo próprio, tem música própria. Uma voz rara, um artista raríssimo, um dândi performático no palco. Longe da mídia, dos holofotes da mesmice, outsider de uma determinada linha evolutiva da música popular brasileira, o compositor e cantor paulista, com três discos, tem seus admiradores que reconhecem seu talento e singularidade,

Hoje, na Caixa Cultural Brasilia, último dia. Imperdível!
Fui ontem, estarei lá novamente.

terça-feira, 2 de julho de 2013

sangue de chocolate

"Psicose" (Psycho), 1960, foi filmado em preto e branco por opção do próprio Alfred Hitchcock, que considerava que a cores o filme ficaria "ensanguentado" demais. Para criar o sangue na cena do chuveiro foi utilizada calda de chocolate.

O filme foi exibido hoje na abertura da Mostra Alfred Hitchcock, em sessões simultâneas e lotadas na sala de cinema e no Teatro 1 do CCBB.

a lógica da imaginação

"Existe algo mais importante do que a lógica: é a imaginação. Se pensamos primeiramente na lógica, não podemos imaginar mais nada."
Alfred Hitchcock, o mestre do suspense. O único. O inimitável. 

O CCBB Brasília começa hoje, e segue até 4 de agosto, uma mostra com 53 produções, com todos os seus longas e a série que ele apresentou para a televisão americana de 1955 a 1962, contando 268 episódios.
Ver ou rever sua filmografia é sempre interessante, mas a oportunidade de conhecer essa série é uma das atrações imperdíveis da mostra. Conheço alguns, quero ver todos.

Cada episódio, alguns dirigidos pelo próprio Hitchcock, durava 30 minutos e era apresentado após uma breve vinheta acompanhada sempre pela Marcha Funeral das Marionetes, de Gounod.
Com o estrondoso sucesso da série, os episódios foram aumentados para uma hora de duração, e geraram uma nova série, "The Alfred Hitchcock Hour", com mais 3 temporadas até 1965. Muito mais criativo do que essas temporadas feitas "em série" das tvs pagas de hoje.

E para quem acha que suspense são esses "sustos" explícitos que contaminam as salas multilplexes, é uma chance de conhecer o que é realmente o suspense com inteligência. Uma das piores coisas que vi ultimamente, que a chamada "crítica especializada" elogiou, foi um tal de "Mama", produção espanhola-canadense cometida por um tal Andrés Muschietti. Uma aberração, uma idiotice, digamos, monstruosa, usando um adjetivo adequado.

Parafraseando o mestre, existe algo mais importante do que a lógica digitalizada, é a imaginação que esse cineminha hollywoodiano não tem.

A produção local da mostra é da competentíssima produtora e cineasta Daniela Marinho.