sábado, 10 de março de 2012

a noite de Monica

Marcelo Mastroianni observa Monica Vitti beber uma taça de vinho em posição nada convencional no filme "A noite" (La notte), de Michelangelo Antonioni, 1961, o segundo da 'trilogia da incomunicabilidade', precedido por "A aventura", e fechada com "O eclipse".
Mastroianni é um famoso escritor, Giovanni Pontano, casado com nada menos do que Jeanne Moreau, ou seja, Lídia, que tem consciência de que a relação dos dois não anda nada bem, morrendo aos poucos, como o crepúsculo que o título declinante do filme sugere.

Eis que a bela Valentina, na pele sedosa de Monica Vittti, entra na vida do escritor, como uma aparente aventura. Que nada! Em pouco tempo ela lhe ensina muito mais do que saborear bebida contra a lei da gravidade: conscientiza-lhe sobre as intempéries do amor, as dores da solidão, as imperfeições humanas nos relacionamentos amorosos, teses que Giovanni suponha ter tratado definitivamente em seus livros.

Monica Vitti, hoje aos 81 anos e com Alzheimer, não aparece em público desde 1993, quando recebeu um prêmio em um festival na França.

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