sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

não curti

 
Corro o perigo de ser banido do Facebook, mas vou ser sincero: o filme "A rede social" (The social network), sobre a tragetória de Mark Zuckerberg, criador desse maravilhoso site de relacionamento, é uma chatice. 

Por mais que o diretor David Fincher tenha mostrado o personagem de forma verdadeira, e explorado sem arrodeios esse asséptico mundinho burguês dos nerds, a narrativa verborrágica é extremamente cansativa e repelente. 

Foi o grande ganhador do Globo de Ouro, uma prévia do Oscar. E vai ganhar muitos prêmios da Academia este ano. O que não quer dizer absolutamente nada em termos de Cinema, e sim de bilheteria.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

légua tirana

 
"De Nashville pro sertão (se engane, não), tem muito chão, tem meu irmão, muito baião. E, em New Orleans, bandos de negros afins, tocam em bandas, banjos, bandolins, onde jazz meu coração." - Belchior

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

os imbecis

 
À propósito de minha "implicância predileta", será que os imbecis do BBB sabem de onde vem a expressão que dá nome à bobagem do programa?

A obra-prima de Orwell não merece isso.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

minha casa, minha vida

 foto France Press


Enquanto alguns idiotas se "confinam" numa casa high tech falando e fazendo bobagens pra outros milhões acompanharem pelo olho mágico de cristal líquido, centenas de pessoas morrem soterradas sob os escombros de suas casas, e outras milhares caminham a esmo sem um teto...

Diga aí, Gil: "Oh! mundo tão desigual, tudo é tão desigual, oh! de um lado esse carnaval, de outro a fome total..."

domingo, 16 de janeiro de 2011

insólitos na pista

 

Mais uma postagem do meu amigo cartunista Lupin, em seu mural no Facebook.

Esse encontro insólito da foto se deu no Studio 54, em 1977, ano de inauguração da famosa boate em Manhattan. Woody Allen estava lançando "Annie Hall" (no Brasil, "Noivo neurótico, noiva nervosa") e Michael Jackson era o astro que despontava nas pistas com o disco-music. A intenção do proprietário do local, Steve Rubell, era atrair celebridades, e dar ao local a característica de tudo livre, com noitadas regadas a sexo, drogas e rock and roll, ou melhor, dance music.

Woody Allen é por si um personagem de Manhattan, não sei se naquela hora 'tava de bobeira passando por ali e entrou... 

O filme "Studio 54", feito no final dos anos 90, dirigido por
Mark Christopher, retrata bem a época áurea da boate. E quem faz o papel de Steve Rubell é o comediante Mike Meyes, famoso na série chatíssima de "Austin Powers". Esse, sim, é um encontro insólito.

tragédia na região serrana do Rio de Janeiro

a boneca sem a menina sem a boneca


 o carrinho do menino sem casa


do caos à lama, da lama ao caos

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

foi-se o projeto, ficaram os anéis...

 
Meu amigo João Alberto Lupin, cartunista, artista plástico, mail artist, publicou no Facebook esse cartaz curioso.

Em 1969 o autor do livro "Senhor dos anéis" vendeu os direitos para a produtora United, e foi escolhido Stanley Kubrick para dirigir, com os Beatles no elenco. Imaginem! O George Harrison ia fazer o Gandalf, o Lennon o Gollum, o Paulo seria o Frodo, e Ringo... não lembro agora. Que zorra psicodélia seria, hem?! Mas o Kubrick, que acabara de lançar o futurista "2001 - uma odisséia no espaço", não foi futurista o bastante pra prever a mina de ouro que seria a série de filmes sobre o livro de Tolkien, e disse que aquilo tudo era infilmável, e preferiu se dedicar a uma Inglaterra de futuro indeterminado onde se ambientava o livro de Anthony Burgess, "A clockwork orange", que lhe rendeu o clássico "Laranja mecânica", em 71.

Claro, a tecnologia digital naqueles anos 60 nem existia, e "2001" com certeza seria outro se fosse feito agora, aquele monolito negro seria holográfico, emitira sinais de outras civilizações. O filme talvez não tivesse a mesmo genialidade. Esses efeitos "facilitam" muito, e tudo vira meramente um parque de diversões. Cinema é outra coisa.

Resumo da ópera: o filme com os Beatles nunca foi feito, apesar do cartaz.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

o elegante

 
O ator e compositor Mário Lago tinha uma elegância viscontiana. Comunista histórico, preso várias vezes, contradizia o protótipo que a direita fazia que esquerdista era feio, sujo e malvado.

domingo, 9 de janeiro de 2011

o bon vivant

 Arquivo Pessoal

Juarez, primo de minha mãe, era o tipo 'bon vivant' da família. Vivia de 'bicos', pequenos serviços, rápidos empregos, mas estava sempre elegante, bem vestido, e prestativo, ajudando a todos. Tinha tempo.

Quando meu pai morreu precocemente, foi ele quem se encarregou de tudo para o enterro. À minha mãe de preto e nós filhos menores, coube-nos ocupar-se com a saudade...

Seu Ninguém

 
Minha tia-avó sempre dizia, quando não se importava com a opinião dos outros, que "não tinha que dar satisfação a Seu Ninguém..."

Menino curioso, eu queria saber quem era esse senhor. Nunca perguntei, ela nunca me disse. Desconfiava que fosse um velho solitário que passava o dia sentado na calçada do mercado. Ele não tinha casa, não tinha família, não tinha ninguém.

sábado, 8 de janeiro de 2011

atrás da porta...

Minha avó era costureira no interior cearense. Quando menino eu espiava, atrás da porta, as senhoras provarem as roupas que usariam na missa de domingo...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ninguém me vê...

 
 foto AB Svensk Filmindustri
 
Quando criança eu queria ser invisivel, pra entrar no cinema de graça e assistir filmes de 18 anos.